   Brüno, de Larry Charles (Brüno, EUA, 2009).
Comédia. Antes de tudo, alguns avisos. Essas quatro estrelas só vão fazer sentido para: 1) quem curtiu e aprovou o humor ultrajante de Borat; 2) aqueles que não se constrangem com cenas despudoradamente pornográficas; 3) quem está cansado de comédia comportadinha. O ator inglês Sacha Baron Cohen leva aqui ao extremo a proposta de seu filme anterior. Assim como Borat, o personagem Brüno nasceu na série de TV Da Ali G Show e protagoniza aqui seu primeiro (e bem provável último) longa-metragem. Cohen critica do culto efêmero às celebridades, aos reality shows e a programas escatológicos tipo Jackass. Sem jamais sair do papel, ele incorpora o repórter de moda gay "real" Brüno, que sai de sua Áustria natal e se manda para os Estados Unidos em busca da fama a qualquer preço. Politicamente incorreta, a fita vai da troça a gente famosa como Paula Abdul até uma sátira demolidora do conflito entre árabes e judeus. Vedetes de Borat, as "pegadinhas" voltam em número reduzido, mas estão ainda mais afiadas para expor o moralista e retrógrado pensamento de parte dos americanos. Há cenas pesadas de sexo e muita baixaria. Mas é justamente da transgressão que despontam a originalidade e os risos incontroláveis (81min).
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