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<h1>Casa Alemã</h1>
<p>Fundada em 1883 na Rua 25 de Março pelo imigrante alemão Daniel Heydenreich (1855-1930), a Casa Allemã tornou-se uma conhecida loja de confecções da cidade. Sua sede foi transferida duas vezes, primeiro para a Rua Municipal (atual General Carneiro) e depois para a Rua Direita (onde a foto acima, de 1915, foi tirada). A empresa chegou a ter filiais em Campinas, Jaú, Ribeirão Preto, Santos e Rio de Janeiro. Em 1943, por causa da II Guerra, teve de mudar seu nome. Rebatizada de Galeria Paulista de Modas, funcionou até 1959. Três décadas antes, a família Heydenreich havia criado uma fundação beneficente, que atua até hoje.<br />
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<h1>O engenheiro Theodoro Sampaio</h1>
<p>Nascido em Santo Amaro da Purificação, na Bahia, o engenheiro Theodoro Sampaio (1855-1937, no detalhe), que dá nome a uma rua em Pinheiros, teve forte ligação com São Paulo. Em 1886, após cursar engenharia no Rio de Janeiro, tornou-se membro da Comissão Geográfica e Geológica de São Paulo, que estudou o solo paulista. Foi chefe do Serviço de Água e Esgoto do estado e um dos criadores, em 1893, da Escola Politécnica de São Paulo (a foto acima é de 1912).<br />
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<h1>Hospital Samaritano</h1>
<p>Quando foi inaugurado, em 1894, o <a href='http://www.samaritano.com.br/pt/' target='_blank'>Hospital Samaritano</a> trouxe para a cidade o padrão inglês de atendimento na área médica, com a equipe de enfermeiras comandada por uma profissional diplomada (a foto acima, de 1915, mostra a ala de internação feminina). Até então, apenas religiosas trabalhavam nos hospitais paulistanos. No Samaritano surgiram os primeiros cursos de enfermagem de São Paulo. A escola funcionou até 1971. <br />
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<h1>Arthur Friedenreich</h1>
<p> Nascido no bairro da Luz, filho de alemão e de uma ex-escrava, o atacante Arthur Friedenreich (1892-1969) tornou-se uma lenda do futebol. Apelidado de “El Tigre”, há quem acredite que ele tenha marcado 1 329 gols em seus 26 anos de carreira — 48 a mais que Pelé. Mas os registros da época eram precários e, de acordo com um levantamento divulgado pela revista Placar em maio de 2000, “somente” 556 de seus gols podem ser comprovados. Grande parte deles (291) foi anotada quando o jogador defendia o time do Paulistano. Na foto, tirada do livro <em>Um Show de Rádio</em>, o craque (em destaque) integra a equipe da seleção paulista, em 1915. <a href='http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/sao-paulo/' target='_blank'><br />
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<p><a href='http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/sao-paulo/' target='_blank'>>>Especial São Paulo Futebol Clube</a><br />
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<h1>Inauguração do Teatro São Pedro</h1>
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  Quase todos os 69 teatros e casas de espetáculo construídos na cidade entre 1860 e 1917 não existem mais. Restam apenas o Teatro Municipal, de 1911, e o Teatro São Pedro, de 1917. Este, localizado na Rua Barra Funda, conserva contornos neoclássicos e detalhes em <em>art nouveau</em>. A foto mostra a platéia que compareceu à noite inaugural do então cineteatro. Foram exibidos dois filmes (<em>A Moreninha</em> e <em>O Escravo de Lúcifer</em>) e apresentado um show de variedades com esquetes e números musicais.<br />
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<h1>Rui Barbosa</h1>
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  No dia 13 de agosto de 1918, data em que se comemoravam os cinqüenta anos do primeiro discurso do jurista e político baiano Rui Barbosa (1849-1923), o Instituto dos Advogados de São Paulo decidiu homenageá-lo. Por unanimidade, ele foi eleito o primeiro sócio honorário da entidade. Uma comissão viajou ao Rio de Janeiro para lhe dar a notícia. Com problemas de saúde, o Águia de Haia, como a ele se referiam os admiradores, não veio a São Paulo para receber o título. Na foto acima, da esquerda para a direita, estão Adolpho Gordo, Rui Barbosa, Vicente Rao e Spencer Vampré.<br />
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<h1> Largo da Sé</h1>
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  Uma série de carruagens se alinhava no Largo da Sé em 1916, quando a atual catedral ainda nem existia (ela só seria inaugurada em 1954). Bondes e carros também circulavam pelo cenário clicado por Aurélio Becherini (1879-1939). Considerado o primeiro fotojornalista da cidade, Becherini foi contratado pelo então prefeito, Washington Luís, para registrar a transformação por que São Paulo passava no início do século passado.<br />
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<h1>Parque da Luz</h1>
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  Primeiro jardim público da cidade, aberto em 1825, o Parque da Luz tem sua história ligada aos trilhos das estações de trem e metrô que o rodeiam até hoje, 183 anos depois. No cartão-postal acima, impresso por volta de 1910, o parque está à direita do pátio de manobras da Estrada de Ferro Sorocabana. Este registro da São Paulo antiga, enviado por um viajante da época, é uma das 688 imagens de postais do período de 1890 a 1940 retratadas no livro <i>Do Brasil para as Américas nos Cartões-Postais e Álbuns de Lembranças</i>. O panorama histórico de mais de quarenta países do continente foi traçado com base na pesquisa de 8 000 cartões, durante três anos, feita pelos autores João Emilio Gerodetti e Carlos Cornejo.<br />
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