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<h1>Centro Universitário Belas Artes</h1>
<p>Os senhores do quadro acima, em exposição na biblioteca do Centro Universitário Belas Artes, na Vila Mariana, foram os primeiros arquitetos não engenheiros formados na cidade de São Paulo, em 1931. 'Até então, só estudava arquitetura quem tivesse entrado em engenharia nas faculdades Mackenzie e Politécnica', conta o professor Turguenev Roberto de Oliveira, da Belas Artes. Quando o curso foi suspenso, em 1934, apenas 39 profissionais haviam se formado - entre eles Benedito Calixto Neto <i>(em destaque)</i>, autor da Basílica de Aparecida. A formação em arquitetura na escola só foi retomada em 1979. </p> 
<h1>Rio Tietê</h1>
<p>Em 1937, atravessar o Rio Tietê de barco era algo comum na cidade – como faz a família da foto, na área conhecida como Fundão, na Zona Norte. 'Faltavam pontes ou grandes vias de ligação com o centro', diz a historiadora Flavia Borges Pereira. Até o dia 31, esta e outras imagens de época estarão em cartaz na exposição que o Shopping Center Norte organizou para celebrar seus 25 anos. A mostra revela parte da história da região e da construção do complexo, que aterrou com 8 milhões de metros cúbicos de terra o antigo pântano local. </p> 
<h1>Alfredo La Pera</h1>
<p>A foto ao lado foi um dos últimos registros de vida de Carlos Gardel (à esq.), ícone do tango argentino, e Alfredo Le Pera, seu principal parceiro. Em junho de 1935, o avião em que voavam bateu em Medellín, na Colômbia, pondo um fim trágico à vida de ambos. Embora tenham suas histórias ligadas à Argentina, nenhum dos dois nasceu lá. Gardel pode ter vindo ao mundo na França ou no Uruguai - ninguém sabe ao certo. Já Le Pera era paulistano do Bixiga, filho de um comerciante de azeite e foi o letrista dos mais famosos tangos de Gardel, como <i>El Día que Me Quieras</i>, <i>Volver</i> e <i>Por una Cabeza</i>.
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<h1>Rancho Folião Paulista</h1>
<p>Com camisas listradas, os integrantes do bloco Rancho Folião Paulista circulavam pelo Bexiga, em 1932, cantando paródias de músicas famosas. Eram, provavelmente, uma dissidência do Cordão dos Moderados, de operários da comunidade italiana da Água Branca. 'Nas décadas de 20 e 30, havia um resgate da brasilidade e dos elementos populares, inspirado no movimento dos artistas modernistas', afirma a historiadora Zélia Lopes da Silva, autora do recém-lançado livro <i>Os Carnavais de Rua e dos Clubes na Cidade de São Paulo</i>, das editoras Unesp e Eduel. 'A ideia era romper com o modelo de Carnaval europeu, em que as famílias burguesas faziam desfiles de carros e bailes chiques pela cidade.'
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<h1>Rudá de Andrade</h1>
<p>Rudá Poronominare Galvão de Andrade. Foi com esse nome de origem indígena que Patrícia Galvão, a Pagu (1910-1962), e Oswald de Andrade (1890-1954) batizaram seu filho - na foto, de 1931, já com 1 ano de idade. Com o peso de carregar o espírito antropofágico dos pais escritores que marcaram a história do modernismo brasileiro, Rudá de Andrade preferiu ser cineasta. Ajudou a criar a Cinemateca, o MIS e o Departamento de Cinema da USP, dirigiu um filme sobre a mãe e publicou as obras completas do pai. No dia 27 de janeiro de 2009, aos 78 anos, Rudá morreu deixando a mulher, Halina, e três filhos. 
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<h1>Divisão de Aeronáutica do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT)<br />
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A Divisão de Aeronáutica do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) funcionou de 1934 a 1957 em uma oficina no Bom Retiro (foto). Ali, os técnicos montavam e consertavam aeroplanos e planadores de madeira. 'Foi uma espécie de pré-história de nossa indústria de aviação', afirma o historiador Roney Cytrynowicz, autor do livro Pioneirismo nos Céus, da editora Narrativa Um. 'O departamento foi criado numa época em que começava a se dar importância comercial ao avião.' Um exemplo disso é que, de 1934 a 1938, foram construídos 300 campos de pouso no Brasil.
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<h1>Chegada da luz elétrica<br />
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<p>A luz elétrica chegou à cidade em 1900, quando a empresa Light iniciou suas operações. Começava uma verdadeira revolução nos hábitos dos paulistanos, que cada vez mais passaram a depender da eletricidade. A curiosa foto ao lado mostra um funcionário, elegantemente vestido, fazendo manutenção em um poste no Largo do Ouvidor, em frente à Livraria Acadêmica – depois rebatizada de Saraiva.
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<h1>Trajetória de José Olympio</h1>
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  Ainda adolescente, José Olympio Pereira Filho (1902-1990) mudou-se de Batatais, no interior, para São Paulo, por influência de seu padrinho, o então presidente do estado, Altino Arantes. Era 1918 e a cidade contava 600 000 habitantes. Seu primeiro emprego foi na bem freqüentada livraria Garraux, na Rua Quinze de Novembro. Em 1931, abriu a Livraria José Olympio Editora, na Rua da Quitanda, que três anos depois se mudaria para o Rio de Janeiro. Na foto acima, José Olympio (à dir.) caminha pelas ruas da capital paulista com o escritor José Lins do Rego (à esq.). Esta e muitas outras imagens integram o livro <em>Rua do Ouvidor 110</em>, da jornalista Lucila Soares, neta de Olympio.<br />
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<h1>Acampamento de soldados gaúchos no terreno do Instituto Biológico<br />
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<p>Em 1924, uma praga devastou os cafezais paulistas. Essa tragédia agrícola motivou a criação, três anos depois, do Instituto Biológico, órgão de pesquisas científicas relacionadas ao tema. Funcionou inicialmente em seis prédios adaptados e distantes uns dos outros. Em 1928, uma área de 239000 metros quadrados, na Vila Mariana, foi destinada à construção de sua sede, que só ficaria pronta dezessete anos depois. Esta foto mostra que parte do terreno serviu de espaço para o acampamento de soldados gaúchos durante a Revolução Constitucionalista de 1932. <br />
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<h1>Mercado Municipal</h1>
<p> Com 12 600 metros quadrados, o Mercado Municipal nasceu na prancheta do arquiteto Ramos de Azevedo e começou a ser erguido em 1928. Quatro anos depois, já pronto, o local acabou servindo como paiol de armas e munições para a Revolução Constitucionalista. Há relatos de que nessa época soldados chegaram a praticar tiro mirando as cabeças estampadas nos 55 vitrais neogóticos de Conrado Sorgenicht Filho. Tanto que, com o fim das batalhas, o vitralista trabalhou por mais dois meses repondo os fragmentos quebrados. Finalmente, em 25 de janeiro de 1933, durante as festividades do aniversário da cidade, o Mercadão foi aberto. A foto acima, feita pouco tempo depois de sua inauguração, integra o livro <i>São Paulo: a Juventude do Centro</i>, de Pedro Cavalcanti e Luciano Delion, publicado pela Grifo Projetos Históricos e Editoriais.</p>

<h1>Colégio Humboldt, antiga Escola Allemã de Santo Amaro</h1>
<p> Em 1916, um grupo de alemães reunidos na padaria Lindau, no Largo Treze de Maio, discutia a necessidade de que seus filhos fossem alfabetizados na língua germânica. Daí nasceu a Escola Allemã de Santo Amaro, com 41 alunos. Em 1933, data da foto acima, cerca de 100 alunos aprendiam português, matemática, geografia, história e, claro, alemão, em suas seis salas de aula. Quando o Brasil entrou na II Guerra Mundial, o colégio foi fechado e teve seu patrimônio confiscado pelo governo. Só reabriu em 1957, com o nome de Escola Barão do Rio Branco. Em 1966 passou a se chamar Colégio Humboldt e está instalado no bairro de Interlagos desde 1999.
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<h1>O casamento do nobre inglês</h1>
<p> O casamento do paulistano Fábio Uchôa Ralston, cujo pai era um nobre inglês, com a filha de imigrantes italianos Rosalia Cibella deu o que falar na cidade em 1938. Após a cerimônia, celebrada na Igreja de São Bento, no centro, houve uma recepção na casa dos pais da noiva, na Avenida Paulista, 735, onde o casal posou para a foto. A “lembrancinha” era uma bandeja de prata. O casarão, com 2 000 metros quadrados, tinha biblioteca, sala de música e garagem para seis carros. Construído em 1920, foi ocupado pela família Cibella por 22 anos. Atualmente, é a sede do Club Homs.<br />
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<h1>Morte no Cine Oberdan</h1>
<p>O dia 10 de abril de 1938 foi marcado por uma tragédia no Cine Oberdan — que desde 1927 funcionava na Rua Ministro Firmino Whitaker, no Brás. Ao ver um avião incendiar-se na tela, durante o filme Criminosos do Ar, um dos espectadores gritou “fogo”. O público se alvoroçou para sair do cinema e, de acordo com registros do jornal <em>Correio Paulistano</em>, trinta crianças morreram pisoteadas na estreita escada do prédio. Desde 1972, o endereço é ocupado por uma loja de cama, mesa e banho. <br />
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<h1>Bolsa de Mercadorias de São Paulo</h1>
<p>Por causa da crise do café, muitos fazendeiros paulistas investiram em plantações de algodão nos anos 30. No interior do estado, os algodoais chegaram a ocupar uma área equivalente à dos cafezais. A foto mostra o primeiro leilão de fardos do “ouro branco” na Bolsa de Mercadorias de São Paulo, em julho de 1939. Criada em 1917 por um grupo de empresários paulistas, a BMSP se uniu à Bolsa Mercantil & de Futuros em 1991, originando a Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F).<br />
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<h1>Carroças na Mooca </h1>
<p>  Fundado em agosto de 1556 por um grupo de jesuítas, o que viria a ser o bairro da Mooca só começou a ganhar as feições atuais no fim do século XIX. Foi quando a região recebeu um grande número de imigrantes italianos e passou a concentrar fábricas de massa. A foto, da década de 30, mostra uma cena que se repetia todas as manhãs: carroças saíam para entregar pães e leite aos moradores da região.<br />
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<h1>Imigração japonesa</h1>
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  Até 1941, cerca de 190 000 imigrantes japoneses já haviam desembarcado em portos brasileiros. Muitos seguiam para São Paulo antes mesmo de saber seu futuro local de trabalho. Ao chegarem à Hospedaria dos Imigrantes, na Mooca, passavam por inspeção alfandegária e aguardavam ser contratados para as lavouras de café do interior paulista. As malas feitas de galho de salgueiro, trazidas do Oriente, serviam de berço improvisado para os recém-nascidos. Esta imagem, da década de 30, integra a exposição permanente do <a href='http://www.nihonsite.com/muse/index.cfm' target='_blank'>Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil</a>, na Liberdade.<a href='http://www.100anosjapaobrasil.com.br/home/' target='_blank'><br />
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<p><a href='http://www.100anosjapaobrasil.com.br/home/' target='_blank'>>>Centenário da imigração japonesa</a><br />
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<p><a href='http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/hiroshima/' target='_blank'>>>Memórias de Hiroshima</a><a href='http://vejasaopaulo.abril.com.br/materias/m0137883.html' target='_blank'><br />
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<p><a href='http://vejasaopaulo.abril.com.br/materias/m0137883.html' target='_blank'>>>Conheça o Memorial do Imigrante</a><br />
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<h1>A construção da Torre do Banespa</h1>
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  A foto mostra o início da construção do que viria a ser um dos símbolos do centro da cidade: o Edifício Altino Arantes, conhecido como Torre do Banespa. Iniciada em 1939, a obra foi concluída somente oito anos depois. O prédio era chamado de Edifício Matriz até que, em 1964, a diretoria do banco decidiu homenagear Altino Arantes (1876-1965), o primeiro presidente do Banespa. <br />
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<h1>Os maiores pés da cidade<br />
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<p>Desde 1938 a <a href='http://www.eurico.com.br/' target='_blank'>Casa Eurico</a> calça os maiores pés da cidade. Na loja, são encontrados calçados de marcas como Havaianas, Mizuno e Nike em tamanhos acima do comum (de 40 a 43 para mulheres e de 44 a 48 para homens). Ali já pisaram o nadador Gustavo Borges, a jogadora de vôlei Virna e o ator Sérgio Marone, entre outros clientes conhecidos. A imagem mostra a loja matriz — que vendia, além de sapatos, camisas e chapéus da marca Ramenzoni —, um ano após a abertura, na Avenida Jandira, em Moema. Leonie, mulher do fundador, Eurico Rosenthal, está à direita na foto, de cabelo negro e blusa branca. Atualmente, a loja tem duas unidades (a outra fica na Rua Oscar Freire) e é comandada por Liliana, Vera, Nídia e Cláudia, respectivamente nora e netas dos fundadores. “Apesar da loja, somos uma família de pés pequenos”, diz Cláudia. “Meu avô Eurico calçava 38.”<br />
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<h1>Evolução do Edifício Sé</h1>
<p>Projetado em estilo art déco, como era moda na época, o Edifício Sé levou quatro anos para ser construído. Foi inaugurado em 29 de agosto de 1939 e tornou-se a sede da Caixa Econômica Federal em São Paulo. "Até a década de 70, ficavam ali os principais escritórios de negócios do banco no estado", conta a historiadora Maria Augusta Ferreira, do Museu da Caixa. Gradativamente, o pólo financeiro migrou do centro para a Avenida Paulista. Atualmente, além da agência bancária, funcionam no Edifício Sé o Museu da Caixa e seis galerias de arte – complexo chamado de Caixa Cultural</p>

<h1>Centro de Memória da Fundação Mario Covas</h1>
<p>O ano é 1935. Em Santos, o menino (à dir.) e sua irmã, Nydia, vão brincar o Carnaval. Na adolescência, ele se mudaria para a capital e se revelaria um ás das ciências exatas. No Colégio Bandeirantes, formou-se técnico químico, especializado em sabão e glicerina. Estudou engenharia civil na Escola Politécnica da USP e tomou gosto pela política. Nos anos 50, virou vice-presidente da UNE.Foi deputado federal, senador, prefeito de São Paulo e duas vezes governador do estado. A trajetória de Mario Covas pode ser conferida no Centro de Memória da Fundação Mario Covas (Rua Sete de Abril, 59, 2º andar, centro,  3129-7341).

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<h1>Casa Modernista</h1>
<p>Considerada a primeira casa modernista do Brasil, esta obra do arquiteto ucraniano Gregori Warchavchik, construída em 1928 na Vila Mariana (acima, na década de 30), terá suas portas abertas depois de quatro meses em manutenção. No domingo (19/10/2008), ela recebe a exposição <i>O Ambiente Moderno</i>, com nove painéis retratando ambientes do modernismo projetados em todo o mundo, incluindo uma foto de época do próprio imóvel. A curadoria é do arquiteto Mauro Claro. Localizada no Parque Modernista (Rua Santa Cruz, 325,  5549-4288), a casa faz parte do conjunto de onze prédios históricos que formam o Museu da Cidade de São Paulo.
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<h1> Revolução Constitucionalista</h1>
<p>Em 1932, os paulistas foram convocados para aderir à Revolução Constitucionalista. O movimento deixou heranças como o cartaz à direita, que inspirou a publicidade da esquerda, de 1933. 'A mulher fumando retrata a luta pela liberdade feminina', afirma o historiador da arte José Luis Alfonso. Ele é curador da exposição <i>As Constituições Brasileiras</i>, com 450 itens que contam a história das leis do país, em cartaz no Museu de Arte Brasileira, na Faap (Rua Alagoas, 903, Higienópolis,  3662-7198), até 2 de novembro de 2008.


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<h1>Cine Broadway</h1>
<p>Inaugurado em 1934 na Avenida São João, o Cine Broadway era um dos mais bonitos da cidade. Tinha no teto uma luminária com o formato de uma grande cúpula de vidro e exibia preferencialmente produções alemãs e latino-americanas. A imagem acima foi enviada pelo leitor Antonio Ricardo Soriano, cinéfilo que publica histórias e fotos de centenas de salas de cinema de São Paulo no blog http://salasdecinemadesp.blogspot.com. 'É uma pena que salas lindas como o Cine Broadway não existam mais', afirma Soriano. No prédio erguido no lugar, uma loja também resgata o passado do cinema vendendo filmes antigos.
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<h1>Largo do Paissandu</h1>
<p>O antropólogo e filósofo francês Claude Lévi-Strauss clicou o Largo do Paissandu, no centro, durante o Carnaval de 1937. Capa de seu livro Saudades de São Paulo, de 1996, a imagem ilustra também o mês de janeiro no calendário de 2009 <i>Fotógrafos Franceses em São Paulo na Metade do Século XX</i>, da Imprensa Oficial, que traz ainda fotos dos mestres Pierre Verger, Marcel Gautherot e Jean Manzon. Lévi-Strauss viveu no Brasil entre 1935 e 1939, morou na Bela Vista e lecionou na Universidade de São Paulo. Completou 100 anos em Paris no dia 28 de novembro. O calendário celebra o Ano da França no Brasil e está à venda em livrarias.
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