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<h1>Arcangelo Ianelli</h1>
<p>Filho de imigrantes italianos, o artista plástico paulistano Arcangelo Ianelli tem sua história ligada à cidade. Nos anos 40, gostava de pintar ao ar livre, em lugares como a Represa de Guarapiranga <i>(foto)</i>. Com traços figurativos, retratou em Antiga Cervejaria Brahma, de 1957, a fábrica de bebidas do bairro onde morou e trabalhou, o Paraíso. Na década de 60, quadros como <i>Arvoredo</i> o popularizaram por suas linhas geométricas. Também escultor e um dos fundadores do histórico Grupo Guanabara, Ianelli morreu na manhã de terça (26/05/2009), aos 86 anos, por falência de múltiplos órgãos, após quatro meses internado no Hospital Albert Einstein. Algumas de suas obras podem ser vistas na Pinacoteca do Estado e no Museu Brasileiro da Escultura. <br />
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<h1>Heitor Villa-Lobos</h1>
<p>O carioca Heitor Villa-Lobos (1887-1959) desbravou o interior do país pesquisando a música popular <i>(na foto de 1944, ele toca cuíca)</i> e ganhou respeito mundial como um dos grandes compositores eruditos do século XX. Em São Paulo, participou da Semana de Arte Moderna, em 1922, e implantou um inovador plano de educação musical para o estado durante os dois anos em que trabalhou na cidade, na década de 30. <br />
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<h1>Ankito</h1>
<p>Ankito, Albertina, Áurea <i>(à esq., de cima para baixo)</i>, Aylor, Ariel e Ayola <i>à dir.)</i> eram jovens acrobatas de uma família circense naquele início da década de 40. Paulistano do Brás, o primeiro deles era filho do popular palhaço Faísca. Os outros são seus primos, filhos de Abelardo Pinto, o Piolin. Além de estrela do circo, Anchizes Pinto, o Ankito, brilhou em mais de trinta filmes de chanchada, 23 peças de teatro e quatro novelas-, como destaca o livro <i>Ankito, Minha Vida... Meus Humores</i>, escrito por sua mulher, a atriz Denise Casais, e lançado pela Editora Funarte. No dia 30 de março de 2009, o comediante morreu aos 84 anos, no Rio de Janeiro, onde vivia, após um longa batalha contra um câncer de pulmão.<br />
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<h1>Rio Pinheiros</h1>
<p>Em 1945, o Rio Pinheiros era mais ou menos deste jeito, com água limpa, leito tortuoso e sem ocupação nas margens. O artista plástico paulistano Jorge Mori, que o retratou assim, tinha 12 anos quando pintou a tela acima, um trabalho que levou duas horas. 'Meu pai me acompanhou o tempo todo', conta. 'Ele segurava um guarda-sol para me fazer sombra enquanto eu pintava.' A pontezinha que aparece no quadro, conhecida como Ponte Velha, ficava próxima da atual Eusébio Matoso, a Ponte Nova, onde Mori estava.<br />
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<h1>Hospital Santa Cruz</h1>
<p>O Hospital Santa Cruz, na Vila Mariana, foi inaugurado em 1939, por iniciativa de imigrantes japoneses e com o apoio do governo e da Casa Imperial do Japão. Nesta foto, de 1941, estão alguns funcionários e o corpo médico. O hospital preserva determinadas tradições nipônicas. Cerca de sessenta funcionários falam japonês e nas refeições são servidos pratos típicos, como missoshiro. “Já houve casos em que trouxemos dekasseguis com problemas de saúde para completar seu tratamento perto da família”, conta Paulo Yokota, presidente da Sociedade Brasileira e Japonesa de Beneficência Santa Cruz.<br />
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<p><a href='http://www.100anosjapaobrasil.com.br/home/' target='_blank'>>>Centenário da imigração japonesa</a><br />
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<p><a href='http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/hiroshima/' target='_blank'>>>Memórias de Hiroshima</a> </p>

<h1>São Paulo pelo telephone</h1>
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  Os paulistanos começaram a usar o telefone em 1884. Naquele ano, a lista telefônica tinha 22 assinantes. Hoje, são 4,6 milhões de linhas fixas em operação na capital. Nesta foto, um grupo de funcionários da Companhia Telefônica Brasileira (CTB), concessionária do serviço entre 1923 e 1973, trabalha na instalação de cabos subterrâneos no Largo São Francisco, no centro, em 1941. A foto faz parte do livro <em>São Paulo pelo Telephone: Imagens da Primeira Metade do Século XX</em>. <br />
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<p><a href='http://www.museudotelefone.org.br/' target='_blank'>>>Site oficial do livro, com a obra na íntegra<br />
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<h1>Blota Júnior e Vicente Leporace no Viaduto do Chá<br />
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<p>A  foto, de 1941, mostra os radialistas Blota Júnior e Vicente Leporace caminhando no Viaduto do Chá, em direção aos estúdios da Rádio Cruzeiro do Sul, na Praça do Patriarca. Ao fundo, é possível ver o prédio do já famoso Mappin Magazine. Nascido em 1920, Blota Júnior foi jornalista, radialista e advogado. Logo nos primórdios da televisão, mostrou versatilidade ao participar de programas de auditório, de entrevistas e festivais de música. Elegeu-se deputado estadual e federal e foi secretário estadual de Comunicações no governo de Paulo Maluf. Morreu aos 79 anos. Leporace (1912-1978) foi jornalista, radialista, apresentador de TV e ator. Fez sucesso com o programa de rádio Trabuco, no qual comentava as notícias do dia.</p>
<p><a href='http://vejasaopaulo.abril.com.br/materias/m0129513.html' target='_blank'>>>O museu que guarda trechos de famosas vozes brasileiras</a><br />
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<h1>Rádio Record<br />
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<p>Em 1931, um jovem empresário chamado Paulo Machado de Carvalho, então com 29 anos, comprou a rádio PRB-9 e fundou uma nova emissora, a Record. Sua primeira transmissão foi ao ar no dia 11 de junho daquele ano. Localizada originalmente na Praça da República — hoje em dia seus estúdios ficam na Barra Funda —, a rádio noticiou grande parte dos acontecimentos paulistanos do século XX. Durante a Revolução Constitucionalista de 1932, seus microfones foram tomados por opositores do governo Getúlio Vargas e manifestos eram lidos ao vivo. Nas décadas de 40 e 50, fase áurea dos programas de auditório, o público se amontoava aguardando o início das apresentações (a foto é de maio de 1941). </p>

<h1>Istituto Medio Italo Brasiliano Dante Alighieri <br />
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<p>Quando o Brasil declarou guerra à Alemanha e à Itália, em 1942, a rotina dos alunos e professores do então Istituto Medio Italo Brasiliano Dante Alighieri (na foto, uma turma do quarto ano) alterou-se radicalmente. Por causa de sua origem, a diretoria foi afastada e o ensino do idioma italiano, proibido. Seus estudantes não foram mais aceitos em desfiles cívicos até que um decreto instituído em novembro daquele ano mudou o nome da escola para Colégio Visconde de São Leopoldo. A intervenção continuou até o fim da II Guerra Mundial. Em 1946, a escola foi rebatizada como: Dante Alighieri.</p>

<h1>Renée Gumiel</h1>
<p>Ícone da dança moderna, a bailarina, coreógrafa e atriz francesa Renée Gumiel chegou a São Paulo em 1957, aos 43 anos. Montou uma escola de dança e fundou a Companhia de Dança Contemporânea Brasileira. Reneé (na foto, aos 29 anos) enfrentou resistência ao introduzir por aqui uma dança liberal, de pés descalços e roupas soltas — ela costumava dizer que nunca pôs os pés em uma sapatilha de ponta. No teatro, trabalhou em peças criadas por José Celso Martinez Corrêa e dirigiu e atuou em <em>Cinzas</em>, do dramaturgo irlandês Samuel Beckett. Aos 92 anos, permanecia na ativa até ser hospitalizada e morrer, no dia 10 de setembro de 2006, em conseqüência de pneumonia. 
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<p><a href='http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/cegos-sao-paulo.html' target='_blank'>>>Conheça a história de uma bailarina cega no especial Cidade Invísivel</a>
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<h1>Cantina Jardim de Napoli</h1>
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  O imigrante napolitano Francesco Buonerba chegou a São Paulo em 1926 e estabeleceu-se como marceneiro no Cambuci. Foi no barracão de sua marcenaria que, de modo improvisado, ele e sua mulher, Maria Prezioso, começaram a vender pizzas à vizinhança. O negócio deu certo. Em 1949, a família abriu a cantina <a href='http://vejasaopaulo.abril.com.br/restaurantes/est0100949.html?enderecoID=47286ae005d42110VgnVCM1000000b0417ac____' target='_blank'>Jardim de Napoli</a>, na Rua Maria Paula, onde a foto foi tirada. Nela aparecem, da esquerda para a direita, os garçons Vincenzo, Mario e Gaetano (com a garrafa de vinho), os filhos Giovana, Salvador e Antonio (de copo na boca) e o casal Buonerba. Francesco aproveitou seus conhecimentos de marcenaria para construir toda a mobília do restaurante. Em 1968, já sob o comando do filho Antonio, a casa se transferiu para o atual endereço, na Rua Doutor Martinico Prado, em Higienópolis. <br />
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<p><a href='http://vejasaopaulo.abril.com.br/revista/vejasp/edicoes/2027/m0138747.html' target='_blank'>>>As melhores cantinas italianas da cidade</a> </p>

<h1>Trem das Onze<br />
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<p>A locomotiva acima serviu de inspiração para a canção <em>Trem das Onze</em>, de Adoniran Barbosa. Pelos 28 quilômetros da Tramway da Cantareira, ferrovia que ligava a cidade à serra, corria o trem eternizado na música. É verdade que o último não costumava partir às 11 horas – e sim às 20h30. Licenças poéticas à parte, a Jaçanã e outras dezenove estações existiram. Construída no fim do século XIX, a linha chegou a transportar 10.000 passageiros por dia na década de 40. Em 1965, foi desativada. </p>
<p><a href='http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/trem-das-onze/trem-das-onze.shtml' target='_blank'>>>Curiosidades da extinta ferrovia </a><br />
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<h1> Atelier de Violões Finos Romeo Di Giorgio<br />
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<p>Era nesta loja em meio ao comércio da Rua Voluntários da Pátria, em Santana, que muitos músicos se reuniam no fim da década de 40 (foto). Fundado em 1908, o Atelier de Violões Finos Romeo Di Giorgio teve de expandir sua fábrica para o prédio vizinho com o boom de vendas provocado pela bossa nova, dez anos depois. 'Começamos a vender tantos violões que paramos de produzir violas e cavaquinhos', lembra o presidente Reinaldo Di Giorgio Junior, neto do patriarca. Histórias assim estão no livro <i>Violões Di Giorgio - Os Primeiros Cem Anos</i>, escrito pelo jornalista Humberto Werneck, brinde para clientes, como os compradores dos 100 violões da série comemorativa <i>Cent'Anni</i>.</a><br />
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<h1>Estádio do Pacaembu<br />
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<p>Morador do bairro de Higienópolis desde a década de 30, o cineasta e fotógrafo húngaro Thomaz Farkas, de 84 anos, vê o Estádio do Pacaembu de sua janela. Durante a adolescência, acompanhou sua construção e testemunhou a inauguração, em 27 de abril de 1940. Nos anos seguintes, fotografou, por hobby, os jogos e os torcedores. Amigo dos porteiros, ele entrava de graça no estádio. 'Mas, às vezes, preferia assistir às partidas de um morrinho adjacente', lembra Farkas. A arquibancada improvisada retratada por ele na imagem acima, dos anos 40, é uma das 89 fotos em preto-e-branco reunidas no livro <i>Thomaz Farkas, Pacaembu</i>, lançamento da editora DBA.<br />
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<h1>Curso técnico em cozinha<br />
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<p>Em volta de uma bancada de mármore e vestindo toucas sobre os cabelos presos, as alunas do curso de auxiliar em alimentação do Instituto Profissional Feminino usavam, em 1940, rolos de madeira para preparar a massa. A escola do Brás ministrava algumas das primeiras aulas gratuitas da cidade para as moças de família que queriam dominar os fogões. Hoje chamada Escola Técnica Estadual Carlos de Campos, a instituição retoma seu curso técnico em cozinha a partir de quarta (4). 'A mesa agora é feita de inox, utensílios de madeira são proibidos e todos usam redinhas para evitar que fios de cabelo caiam na comida', diz a nutricionista e coordenadora Hebe Mary Varejão.<br />
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