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<h1>Sérgio Viotti</h1>
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O paulistano Sérgio Viotti ficou famosos nos palcos e na TV <i>(acima, com o ator Raul Cortez, à esq., na gravação do teleteatro</i> Ceia dos Cardeais, <i>de 1975, na TV Cultura)</i>. Suas habilidades, porém, iam além: ele trabalhou com crítica, tradução de obras e, principalmente, rádio. Em 1949, partiu para Londres, onde atuou na BBC até 1958. Deu continuidade à carreira em São Paulo nas emissoras Eldorado e Cultura, ganhando o apelido de <i>a voz de Deus</i> por seu timbre grave e pronúncia impecável. Viotti morreu no domingo (26), aos 82 anos, após sofrer uma parada cardiorrespiratória. Deixou escritos seis peças e cinco livros indéditos.</p>

<h1>Paulo Autran e Tônia Carrero</h1>
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A tregédia Macbeth, de Shakespeare, encenada no Teatro Anchieta em 1970, tinha como protagonistas Paulo Autran (1922-2007), de barba na foto, e Tônia Carrero, com trancinhas. A direção ficou a cargo de Fauzi Arap. <i>Aquela era uma época em que se valorizavam os textos clássicos e o teatro como manifestação política</i>, lembra a fotógrafa Vania Toledo. Ela lançou o livro <i>Palco Paulistano</i>, com 250 imagens de 63 espetáculos de vários artistas registradas entre 1963 e 2007.</p>

<h1>Edifício Top Center</h1>
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A foto acima mostra o então embaixador do Brasil no Japão, Hélio de Burgos Cabal (1916-2002) <i>(na foto, à esquerda, desatando o nó da faixa)</i>, inaugurando, em 1975, o Edifício Top Center, no número 854 da Avenida Paulista. Com instituições orientais  em mais da metade de seus dezessete andares - cinco deles ocupados pelo Consulado do Japão -, o conjunto tem um shopping em seus dois primeiros pisos. Depois de passar por uma crise que incluiu o fechamento de seus dois cinemas, o centro de compras mudou de dono. Modernizado, reinaugurou no dia 30 de junho de 2009. Cinco dos vinte restaurantes da nova praça de alimentação são de comida japonesa.</p>

<h1>Paulo Vanzolini</h1>
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O documentário <i>Um Homem de Moral</i>, de Ricardo Dias, enfoca a trajetória de Paulo Vanzolini. Além de compositor de mais de cinquenta sambas - entre eles <i>Ronda</i> e <i>Volta por Cima</i> -, ele entrou para a história da ciência pelos quarenta anos de serviços prestados à zoologia. <i>É minha maior paixão</i>, diz, aos 85 anos, o morador do Cambuci. As pesquisas de campo realizadas Brasil afora eternizaram seu nome até na identificação de um macaco na Amazônia, o <i>Saimiri vanzolinii</i>. Nesta imagem dos anos 70, o cientista explora o Planalto Central tendo à esquerda da foto o técnico de laboratório Dionísio Seraglia e à direita o ornitólogo Hélio Camargo.
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<h1>Otto Stupakoff</h1>
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Precursor dos ensaios de moda no Brasil, nos anos 50, o fotógrafo paulistano Otto Stupakoff construiu sua carreira internacional retratando personalidades como a atriz Sophia Loren <i>(com ele nesta foto, de 1972)</i>, o ator Jack Nicholson e o presidente americano Richard Nixon. Em cinquenta anos rodando por mais de quarenta países, trabalhou para revistas como Elle, Harper’s Bazaar e Vogue. Na última quarta (22/04/2009), Stupakoff morreu, aos 73 anos, no apartamento onde vivia, no Itaim. Seu trabalho pode ser conhecido no livro da editora Cosac Naify que leva seu nome.
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<h1>Projeto Memória</h1>
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Foi na Praça Jaguaribe, em Campos do Jordão, em julho de 1976. À frente da orquestra dos alunos bolsistas, o maestro Eleazar de Carvalho encerrava o Festival Internacional de Inverno da cidade. A foto pertence ao recém-lançado Projeto Memória, iniciativa que pretende criar um acervo de documentos, fotos e vídeos dos quarenta anos que o evento de música clássica completa em 2009. 'O resgate da memória é vital para a história da nossa música', diz o regente Roberto Minczuk, diretor artístico do festival, posto que pertenceu a Eleazar, morto em 1996. Quem quiser colaborar pode enviar o material para o Largo General Osório, 147, São Paulo, CEP 01213-010.
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<h1>Culto Ecumênico</h1>
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Cerca de 8000 pessoas ocuparam a Praça e a Catedral da Sé no dia 31 de outubro de 1975. Elas estavam reunidas para assistir ao culto ecumênico em memória do jornalista Vladimir Herzog, que seis dias antes havia sido torturado e morto nos porões do regime militar. O ato foi celebrado pelo cardeal Paulo Evaristo Arns, pelo arcebispo Hélder Câmara, pelo rabino Henry Sobel e pelo reverendo Jaime Wright. Uma grande operação policial de bloqueio nas vias de acesso ao centro tentou impedir a chegada da multidão. A maioria foi de metrô, cuja primeira linha havia sido inaugurada um ano antes.
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<h1>Circo Piolin</h1>
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Em 1972, para comemorar o cinqüentenário da Semana de Arte Moderna, o então diretor do Masp, Pietro Maria Bardi, convidou o Circo Piolin para se apresentar sob o vão livre do museu. 'O palhaço Piolin ficou se gabando de ter sido o único a montar um circo naquele espaço', diz a pesquisadora Verônica Tamaoki. A foto integra o livro <i>São Paulo – Cidade Espetáculo</i>, do jornalista Pedro D’Alessio.
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<h1>Pinacoteca do Estado</h1>
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Com 26 peças doadas pelo Museu do Ipiranga, a Pinacoteca do Estado começou a funcionar em 1905, no então Liceu de Artes e Ofícios, na Luz. O centenário prédio projetado pelo arquiteto Ramos de Azevedo sofreu uma grande reforma em 1970, quando foi construída uma arena para apresentações teatrais e musicais, performances artísticas e cursos de desenho (na foto, de 1980, uma aula com modelos vivos). 'Era um espaço de vanguarda', diz a jornalista Marcia Camargos, uma das autoras do livro <em>Pinacoteca do Estado: A História de um Museu</em>. 'Tanto que, naquela época, era raro o uso de modelos nus em cursos.' Em 1996, a arena foi demolida, dando lugar ao atual auditório.
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<h1>Simba Safári</h1>
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Em seus trinta anos de funcionamento, o Simba Safári — que, no dialeto africano suaíli, significa “expedição aos leões” — recebeu 8,5 milhões de visitantes. Quem trouxe à cidade a idéia de um zoológico com feras soltas foi o empresário e caçador Francisco Luiz Galvão, depois de várias viagens à África. “Logo que inauguramos, a euforia era tanta que precisei ir às rádios pedir às pessoas que ficassem, em casa”, conta. Esta foto mostra um dos quatro jipes Willys usados pelos rangers (seguranças do parque) na década de 70, e integra o livro <em>Simba Safári, a Vida de um Homem</em>, de Glória Jorge de Andrade.</p>

<h1>Ilustre tarde de autógrafos<br />
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<p>Fundada em 1876 pelos imigrantes portugueses Antonio Maria Teixeira e José Joaquim Teixeira, a <a href='http://www.livrariateixeira.com.br/' target='_blank'>livraria Teixeira</a> teve freqüentadores famosos como o imperador dom Pedro II, o presidente Washington Luís, o prefeito Prestes Maia e o jurista Rui Barbosa. Depois de funcionar na Rua São Bento, na Avenida São João e na Rua Líbero Badaró, em 1950 mudou-se para a Rua Marconi, no centro, onde aconteceram badaladas tardes de autógrafos com escritores como Jorge Amado, Érico Veríssimo e Lygia Fagundes Telles. Na foto, de setembro de 1975, o ator e compositor Mário Lago autografa seu livro <em>Chico Nunes das Alagoa</em>s diante do escritor Marcos Rey (ao centro, de óculos) e dos atores Renato Consorte (de bigode), Edney Giovenazzi (de óculos escuros), John Herbert (no canto direito) e Eva Wilma (apoiada na mesa), entre outros. Atualmente, a Teixeira fica na Alameda Lorena, 1611, nos Jardins. <br />
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<h1>Antiga rodoviária<br />
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<p>Antes de o Terminal Rodoviário Tietê ser construído, os ônibus de viagem chegavam e saíam da capital pela Praça Júlio Prestes, no bairro da Luz. Inaugurada em 1962, a antiga rodoviária (na foto, em 1973) era um monumento kitsch, com sua cobertura colorida. Mas o caótico trânsito do centro fez com que ela ficasse inviável, conforme relata a jornalista Vanessa Barbara em <i>O Livro Amarelo do Terminal</i>, da Editora Cosac Naify. Aberta em 1982, num terreno de 120 000 metros quadrados na Zona Norte, a rodoviária do Tietê é a segunda maior do mundo, atrás apenas da de Nova York. No lugar do antigo terminal funciona um shopping de roupas populares que está em processo de desapropriação para abrigar a São Paulo Companhia de Dança.<br />
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<h1>Degustação de café<br />
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<p>Um dos maiores impulsos para que São Paulo se tornasse o estado mais rico do país foi a liderança nacional na produção de café no início do século XX. 'Já na década de 1890 o Brasil era responsável por 70% da produção mundial', conta o jornalista Sérgio Túlio Caldas no livro <i>Café, um Grão de História</i>, da Editora Dialeto. A bebida tornou-se uma paixão paulistana. Nos anos 70, a marca Café do Ponto fazia sessões de degustação com vários blends – como a da foto acima, com executivos da marca – e afirma ter aberto, em 1976, a primeira loja especializada do gênero, no Shopping Ibirapuera. Suas portas, fechadas há quatro anos, serão reabertas na última semana deste mês.<br />
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