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<h1>Saul Galvão<br />
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<p>Poucos jornalistas foram tão importantes para a gastronomia paulistana quanto Saul Galvão de França Júnior, morto na quarta (09/09/2009), aos 67 anos, em decorrência de um câncer. Com quatro décadas de carreira no grupo <i>O Estado de S. Paulo</i>, o paulista de Jaú fazia críticas de restaurantes desde 1978. Ao lançar seu primeiro livro, Os Prazeres da Mesa, em 1987, foi capa de VEJA SÃO PAULO. Também integrou o corpo de jurados da edição 'Comer & Beber', guia anual de restaurantes da revista. Culto e bem-humorado, Galvão fez estágio nos estrelados restaurantes Moulin de Mougins e Troisgros, na França. Grande apreciador de vinhos, tinha gosto refinado, mas fazia questão de dizer que um de seus pratos preferidos era a leitoa assada preparada pela sua mãe, Izaltina, a dona Sila, que morreu em julho.

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<h1>Paulo Kawall<br />
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<p>O muro interno de uma casa da Vila Madalena foi grafitado pelo artista plástico Alex Vallauri (1949-1987) especialmente para a produção da capa do disco <i>Zona Zen</i>, de Rita Lee, que sairia em 1988. 'A imagem escolhida acabou sendo em preto e branco, mas fiz questão de preservar as originais coloridas', lembra o fotógrafo Paulo Kawall. Ele comemora quarenta anos de carreira expondo esta e outras mais de 100 fotos de músicos brasileiros na mostra <i>Um Fotógrafo (DDA) Analógico</i>, que fica até o dia 20 de setembro na nova Galeria Kawall (Rua Purpurina, 86). O título faz menção ao distúrbio de déficit de atenção de Kawall e à sua aversão a câmeras digitais.



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<h1>Francarlos Rei<br />
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<p>Em 1981, na esteira da abertura política, o drama <i>Os Órfãos de Jânio</i>, de Millôr Fernandes, mostrava o destino dos jovens idealistas dos anos 60. No elenco estavam Cacilda Lanuza, Clarisse Abujamra e Francarlos Reis <i>(foto)</i>. Um dos mais ativos atores da cena paulistana, Reis nasceu em Piracicaba, em 1941, e iniciou sua carreira em 1970, no musical Hair. Ator, produtor e diretor, participou de mais de sessenta montagens, entre elas as recentes <i>My Fair Lady</i> (2007) e <i>A Cabra ou Quem É Sylvia?</i> (2008). Na manhã da última quarta (8/04/2009), Reis sofreu uma parada cardíaca e morreu. Ele estava em cartaz com o musical <i>A Noviça Rebelde</i> desde o dia 20, na pele do oportunista Max Detweiler. O personagem passa a ser interpretado por Dudu Sandroni.

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<h1>Ivonice Satie<br />
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<p>A dança contemporânea de São Paulo perdeu sua grande dama, a coreógrafa Ivonice Satie. Filha de imigrantes japoneses, ela fez parte, em 1968, do primeiro grupo de bailarinos do Balé da Cidade e dali despontou para o mundo. Em 1983, ganhou fama internacional pela pujante coreografia do espetáculo Shogun. No mesmo ano passou a integrar o Ballet du Grand Théatre de Genève (na foto, de 1985, ela está no centro). Multipremiada, voltou ao Brasil e abraçou vários grupos, como o Cisne Negro, assumindo o Balé da Cidade de 1993 a 1999. Ivonice morreu no dia 12 de agosto de 2008, aos 57 anos, vítima de câncer.<br />
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<h1>Joaquim Manoel Guedes Sobrinho<br />
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<p>Boa parte dos mais de 500 projetos do arquiteto paulistano Joaquim Manoel Guedes Sobrinho não foi realizada em São Paulo. De sua prancheta, por exemplo, saiu o planejamento urbanístico de cidades como Caraíba, na Bahia, e Carajás, no Pará. Em entrevista a VEJA em 1986, lamentou não ter nada de sua autoria construído na Avenida Paulista. 'Considero-a uma expressão importantíssima do processo urbano brasileiro', disse. Professor aposentado da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, ele ocupava desde janeiro a presidência do Instituto dos Arquitetos do Brasil. Morreu atropelado na Avenida Nove de Julho, no Itaim, próximo ao prédio onde morava. Tinha 76 anos.<br />
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<h1>Pinacoteca do Estado <br />
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<p>Com 26 peças doadas pelo Museu do Ipiranga, a Pinacoteca do Estado começou a funcionar em 1905, no então Liceu de Artes e Ofícios, na Luz. O centenário prédio projetado pelo arquiteto Ramos de Azevedo sofreu uma grande reforma em 1970, quando foi construída uma arena para apresentações teatrais e musicais, performances artísticas e cursos de desenho (na foto, de 1980, uma aula com modelos vivos). 'Era um espaço de vanguarda', diz a jornalista Marcia Camargos, uma das autoras do recém-lançado livro Pinacoteca do Estado: A História de um Museu. 'Tanto que, naquela época, era raro o uso de modelos nus em cursos.' Em 1996, a arena foi demolida, dando lugar ao atual auditório.<br />
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<h1>O estiloso Pedro de Lara<br />
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<p>Nascido em 1925, na cidade de Bom Conselho de Parapacaça, em Pernambuco, o radialista e artista de televisão Pedro de Lara virou um showman. Sua história se confunde com a dos programas de auditório de Silvio Santos, com quem trabalhou por trinta anos. Tornou-se conhecido como jurado do <em>Show de Calouros</em>, no qual aparecia sempre carregando um ramalhete de lírios. Na foto, tirada em 1981, ele aparece no centro de São Paulo, onde morou por muitos anos, com uma moto tão extravagante quanto seu visual. Morreu em setembro de 2007, vítima de câncer de próstata.<br />
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<h1>Maksoud<br />
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<p>O Maksoud já foi o mais requintado hotel paulistano e um dos orgulhos da cidade. Colocado em leilão para pagamento de dívidas trabalhistas da empresa Hidroservice, que como o hotel pertence ao engenheiro Henry Maksoud, não encontrou comprador. Ninguém quis dar o lance mínimo de 47,5 milhões de reais. O hotel viveu dias de glória nos anos 1980, quando tinha à sua frente o então jovem empresário Roberto Maksoud, filho do dono. Hoje afastado dos negócios da família, Roberto imprimiu ao estabelecimento um padrão de excelência incomum mesmo em alguns cinco-estrelas internacionais. Além do 150 Night Club, onde se apresentaram o cantor Frank Sinatra e o pianista Bobby Short, o Maksoud tinha bares sofisticados e restaurantes de alto padrão gastronômico. Tudo se tornou apenas uma sombra do que foi. Na foto acima, de 1985, Roberto aparece em um dos bares do hotel, onde morava, tinha seu escritório e chegava a ficar duas semanas seguidas, sem colocar os pés na rua.

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<h1>Esther de Figueiredo Ferraz
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<p>O pioneirismo foi uma marca da professora e advogada paulistana Esther de Figueiredo Ferraz. Primeira mulher a comandar um ministério no país – na pasta de Educação e Cultura, de 1982 a 1985 –, ela destacou-se também por ser a primeira a lecionar na Universidade de São Paulo e a primeira reitora de uma universidade paulista, o Mackenzie. Como escritora, publicou dez livros, entre eles Prostituição e Criminalidade Feminina e Mulheres Freqüentemente. Ingressou em 1996 na Academia Paulista de Letras, onde ocupava a 36ª cadeira. Solteira e sem filho, Esther morreu no dia 23 de setembro de 2008, aos 93 anos, vítima de um acidente vascular cerebral.

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