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O que é?
A atual sede da Cinemateca Brasileira ocupa o prédio do antigo Matadouro Municipal de São Paulo, na Vila Mariana, desde 1992. No local, há duas salas de exibição, um centro de documentação e pesquisa e uma biblioteca com um valioso acervo relacionado à história do cinema.
História
Em 1940, estudantes do curso de Filosofia da USP fundaram o Clube de Cinema de São Paulo. Entre eles estavam nomes célebres como Paulo Emilio Salles Gomes (1916-1977) e Décio de Almeida Prado (1917-2000). O grupo teve as atividades encerradas pela polícia durante o governo do então presidente Getúlio Vargas e foi recriado em 1946. Sua coleção de filmes compôs a Filmoteca do Museu de Arte Moderna (MAM), que mais tarde deu origem à Cinemateca Brasileira. Em 1984, a instituição foi incorporada ao governo federal e hoje está ligada à Secretaria do Audiovisual.
Por dentro
Um pequeno café e a Sala Cinemateca/Petrobras (foto), com 110 lugares, funcionam no galpão principal. Em outro espaço, fica a Sala Cinemateca/BNDES, com capacidade para 205 pessoas, mais quatro usuários de cadeira de rodas. As duas recebem mostras temporárias e temáticas, e exibem filmes do acervo.
Num terceiro ambiente fica a Biblioteca Paulo Emilio Salles Gomes, com uma coleção de títulos e documentos relacionados à história do cinema. São livros, catálogos e folhetos de mostras, cartazes, teses, filmes e recortes de jornais coletados desde 1954. Chama atenção a coletânea com mais de 3 200 roteiros, entre argumentos, projetos, listas de diálogos e até intertítulos de filmes mudos (aqueles textinhos que aparecem para contextualizar a história). O destaque fica para o roteiro original do filme Deus e o Diabo na Terra do Sol, de 1964, com anotações do diretor Glauber Rocha.
A biblioteca funciona de segunda a sexta, das 9h às 17h. Aos sábados, das 14h às 18h. No piso superior, no centro de documentação e pesquisa, só entram funcionários da casa.
Por que ir?
Além das opções de entretenimento, funciona na Cinemateca um importante centro de restauração, preservação e difusão. O acervo conta com cerca de 250 000 rolos de filmes, que correspondem a uma média de 35 000 títulos brasileiros e estrangeiros. É uma das maiores coleções de filmes da América Latina. São obras de ficção, documentários, peças publicitárias e até registros familiares.
A Cinemateca recebe doações e também incorpora patrimônios nacionais. O acervo jornalístico da TV Tupi, por exemplo, está guardado por lá. Quer deixar seu filme? Você também pode. Basta levar a fita e preencher um formulário que eles cuidam.
>>assista a vídeos da TV Tupi
Visitas monitoradas
Para conhecer a dinâmica de todo esse trabalho, é preciso agendar uma visita monitorada. Elas ocorrem geralmente às quartas, no período da manhã, e nas tardes de quinta. Essas visitas não são regulares e costumam atender a grupos grandes. Por isso, caso tenha interesse, o ideal é agendar com alguns dias de antecedência pelo e-mail: acervo@cinemateca.org.br.
Para quem interessa?
Visitar a Cinemateca é um belo programa, sobretudo para os cinéfilos. Mas as mostras temáticas que passam por lá são também uma boa alternativa a quem está cansado das fitas do circuito comercial. Se quiser apenas conhecer o local, aproveite para curtir a agradável praça externa.
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