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Como se faz -  O sabor da cidade
 
 

Masp

27/03/2009 | por Bruna Furlan
Foto: Gilberto Marques

Masp
Av. Paulista, 1 578 – Metrô Trianon-Masp. Terça, quarta, sexta, sábado, domingos e feriados, das 11h às 18h; quintas das 11h às 20h. R$ 15,00 (inteira) e R$ 7,00 (estudantes). A bilheteria fecha uma hora antes. Grátis para menores de 10 anos, pessoas com mais de 60 e grupos de estudantes de escolas públicas agendados. Tel.: 3251-5644

Site oficial

 

O que é?

O nome oficial é Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand. Tem 11 000 metros quadrados distribuídos em cinco pavimentos. Seu acervo, de mais de 7 000 peças, é considerado o mais importante da América Latina e já foi avaliado em 1 bilhão de dólares. O museu é tombado pelo Patrimônio Histórico.

Por que visitar

É uma ótima oportunidade para ver de perto trabalhos de artistas famosos como Picasso, Cézanne, Goya, Velázquez, El Greco, Rafael, Vestier, Van Gogh, Renoir, Monet... Entre os brasileiros, Benedicto Calixto, Cândido Portinari, Di Cavalcanti e Anita Malfatti...

Para quem interessa

Todos que tenham algum interesse por arte e arquitetura. Se por um lado o acervo é uma referência, o prédio é cartão-postal da Avenida Paulista.

História

Foto:  Carlos Namba

Pietro Maria Bardi, jornalista e crítico de arte italiano

Idealizado por Assis Chateaubriand, empresário e jornalista, e Pietro Maria Bardi, jornalista e crítico de arte italiano, o Masp foi fundado em 1947. A princípio, se instalou em quatro andares do prédio dos Diários e Emissoras. A arquiteta Lina Bo Bardi, esposa de Pietro, foi a responsável pelo projeto atual. Na época, o terreno da Avenida Paulista foi cedido com a condição de que a vista para o centro da cidade fosse mantida. Para atender à exigência, Lina projetou o edifício sustentando por quatro pilares, deixando um vão de 74 metros de altura. A construção do Masp levou doze anos (1956-1968): a nova sede foi inaugurada em novembro de 1968. Na ocasião, a Rainha Elisabeth II, da Inglaterra, estava presente.

Por dentro

A coleção começou a ser reorganizada em outubro de 2007, quando o museu completou 60 anos. O curador, José Teixeira Coelho Netto, optou por expor as obras de uma maneira diferente. Ele distribuiu parte delas em quatro exposições temáticas: Olhar e Ser Visto, A Arte do Mito, A Natureza das Coisas e Virtude e Aparência (A Caminho do Moderno). As mostras tomam conta do 2º andar. As paredes, pintadas de quatro cores diferentes, ajudam o visitante a identificar cada uma delas.

 

2º andar

Olhar e Ser Visto (cinza)

 

As Meninas Cahen D'Anvers, 1881, de Pierre Auguste Renoir_MASP_divulgação

As Meninas Cahen d'Anvers, 1881, de Renoir

 

É uma exibição de 95 retratos e autorretratos. Obras de Van Gogh, Rembrandt, Picasso, Cézanne e Goya podem ser vistas aqui. Trabalhos de Lasar Segall, Di Cavalcanti e de um Portinari retratista também. Algumas preciosidades: Rosa e Azul — As Meninas Cahen d’Anvers, de Renoir e Autorretrato com Barba Nascente de Rembrandt.

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A Arte do Mito (azul)

 

A Toalete de Vênus, de Michele Rocca

A Toalete de Vênus, de Michele Rocca

 

O tema é mitologia. As sub-divisões têm nomes de deuses (Eros e Afrodite, Apolo, Dionísio...). Além de Picasso e Renoir, há trabalhos dos italianos Carlo Saraceni e Michele Rocca. Deste último, um dos destaques é A Toalete de Vênus. Outra peça que merece atenção é uma bacia com tampa, datada de 330 a.C., adornada com figuras de Eros, o deus do amor.

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A Natureza das Coisas (verde)

 

A Canoa Sobre o Epte, de Monet

A Canoa Sobre o Epte, de Monet

 

São setenta obras produzidas entre o século XVII e a década de 80, com temática de paisagens e natureza morta. Trabalhos de Cézanne e dos brasileiros Benedicto Calixto e Carlos Prado podem ser observados. Vale destacar: A Canoa Sobre o Epte, de Monet, e Passeio ao Crepúsculo, de Van Gogh.

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Virtude e Aparência (A Caminho do Moderno) (vermelho)

 

Ressurreição de Cristo, de Rafael

Ressurreição de Cristo, de Rafael

 

As obras aqui encontradas fazem parte de duas vertentes da arte ocidental. Na primeira, a ideia é observar além do que se vê na tela. Na segunda vertente, prioriza-se a aparência de tudo aquilo que se pode ser visto. Podem ser observados trabalhos de Sandro Botticelli, Vestier, El Greco e Rafael. Algumas obras têm um vídeo explicativo ao lado para ajudar na compreensão. É o caso de Ressurreição de Cristo, de Rafael.

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1º andar

 

O 1º andar do Masp é um espaço de exposições temporárias. Até o dia 3 de maio, fica por lá a exposição Coleção Pirelli/Masp de Fotografia. Em sua 17ª edição, a mostra traz oitenta obras de 24 fotógrafos brasileiros ou atuantes no país. Entre os destaques, um espaço destinado a André François.

 

Mais

 

Foto: Bia Parreiras

Biblioteca: mais de 60 000 volumes

 

Além dos espaços destinados às exposições, o Masp possui uma biblioteca, no 2º subsolo, com mais de 60 000 livros. Eles podem ser consultados, basta agendar uma visita. Há também um ateliê para crianças. No mesmo andar, funciona ainda a lojinha com catálogos, livros, camisetas, objetos de decoração e cartões- postais; e o restaurante que, em fevereiro de 2008, tornou-se uma filial do Uni, localizado no Itaim.

No 1º subsolo, há dois auditórios (o pequeno tem 80 lugares e o grande, 374). No 3º subsolo fica a reserva técnica do museu.

Como ir

O Masp fica na Avenida Paulista, por isso o meio de transporte mais fácil é o metrô. Basta descer na estação Trianon-Masp, na linha verde.

Tempo médio de visita

2 horas.


   
Copyright © 2008
Editora Abril S.A.