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O que é? O museu possui 5 000 metros quadrados que abrigam auditórios para palestras e exibição de filmes, salas para workshops e oficinas, estúdios de captação e edição de imagem e som, um acervo fixo aberto a consulta pública, além de um laboratório de pesquisa e produção em novas mídias.
História
O Museu da Imagem e do Som foi fundado em maio de 1970. Sua construção ocorreu cinco anos após a inauguração de um museu de mesmo nome, localizado no Rio de Janeiro e idealizado pelo jornalista Carlos Lacerda (1914-1977). Desde sua estréia, o MIS paulistano já acenava como espaço de vanguarda. Foi precursor na exibição de filmes fora do circuito comercial, além de abrigar festivais de vídeo e exposições fotográficas. Ao longo do tempo, o museu teve três endereços diferentes antes de se instalar definitivamente na Avenida Europa, em 1975. Depois de passar por uma ampla reforma em 2008, o lugar ganhou mais recursos tecnológicos.
Por dentro
Subsolo
Fruto de produções próprias e de doações, o acervo no subsolo reúne em torno de 300 000 itens, entre fotografias, filmes, vídeos, cartazes, discos de vinil e outros registros sonoros. Entre os destaques da coleção, há depoimentos de ícones de diversos campos das artes, coleções de áudios dos estúdios cinematográficos da Vera Cruz e da Memória do Rádio, além de produções do festival Videobrasil (antigo Festival de Vídeo Brasil). Atenção: é necessário agendar a visita com antecedência pelo e-mail patricia.lira@mis-sp.org.br (terça a sexta, 9h às 18h; grátis).
Térreo
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Midiateca. Foto: Ding Musa |
Além de oito computadores com acesso à internet, o piso térreo abriga também a midiateca, que disponibiliza para consulta local livros, CDs, DVDs, fitas cassetes e fotografias sobre a história de São Paulo (terça a sábado, 12h às 19h; domingo e feriados, 14h às 18h; grátis). No mesmo piso, um auditório com capacidade pra 185 pessoas exibe filmes em película e também em tecnologia digital (quarta e sexta, 20h; sábado, 18h e 20h; domingo e feriados, 17h e 19h, R$ 16,00. Sessão infanto-juvenil: domingo, 15h, grátis. Ingressos distribuídos uma hora antes).
1º andar
As exposições em cartaz ganham espaço especial no primeiro pavimento do prédio. A programação muda, em média, a cada seis meses. Atualmente em cartaz, a mostra Entre-Temps, retrata uma década da vídeo-arte francesa na coleção do Musée d’Art moderne de La Ville de Paris. Merece destaque a obra de Julien Discrit, a Marathonlife. A vídeo-projeção no espaço redondo dura 17 minutos e a cena é sempre a mesma: um rapaz que corre. Durante essa maratona solitária, ele narra em tempo presente desde o seu nascimento até a sua morte. De 23 de abril até 28 de junho (terça a sexta, 12h às 19h; sábado, domingo e feriados, 11h às 18h. R$ 4,00; grátis aos domingos).
2º andar
O segundo andar reserva um dos destaques do museu, o LabMIS, um laboratório de novas mídias equipado com sala para workshops com computadores, estúdio de som e sala de edição de áudio e vídeo. O espaço é reservado para artistas do programa de residência, cuja duração é de três meses. As inscrições de projetos são feitas pelo site da instituição. No mesmo piso, um auditório com capacidade para 70 pessoas recebe cursos, oficinas e palestras.
Por que visitar Diferente do que acontece com exposições convencionais, as mostras do MIS sempre aliam arte e tecnologia. Atividades educativas relacionadas às exibições são oferecidas tanto para o público adulto quanto para o infantil. Além disso, o acervo público de documentação possui grande valor histórico.
Para quem interessa Interessados em cinema, vídeo, fotografia, música e tecnologia.
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