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Museu do Crime

13/03/2009 | por Uiara Araújo
Foto: Divulgação

Museu do Crimel
Praça Professor Reinaldo Porchat, 219 – 2° andar (Cidade Universitária). Tel: (11) 3039-3460. 13h/17h (terça a sexta) e 9h/12h (último sábado do mês, exceto feriados prolongados). Grátis.

Site oficial

 

O que é?

O Museu da Polícia Civil, mais conhecido como Museu do Crime, reúne cerca de 3 000 itens entre objetos, fotografias, maquetes e instrumentos que mostram ao público um pouco do trabalho da polícia na investigação e apuração de crimes de todos os tipos.

Por que visitar

Além de conhecer a história de criminosos famosos como o Bandido da Luz Vermelha e Chico Picadinho, é possível entender melhor como trabalha a perícia e a fiscalização policial em presídios, por exemplo. Acidentes de trânsito, incêndios de grandes proporções, como o do Edifício Joelma, e material educativo sobre drogas completam o acervo.

Para quem interessa

Só vá se tiver estômago forte. Embora as imagens estejam em preto-e-branco, o que teoricamente reduz o impacto, as fotografias dos corpos encontrados pela perícia nas cenas dos crimes impressionam. Se você já assistiu algum filme da série do fim dos anos 70 Faces da Morte (e gostou), de John Alan Schwartz, ou curte episódios de Histórias de Arrepiar (Tales from the Crypt), então o passeio é para você. Menores de 16 anos só entram acompanhados de um responsável.

História

Criado em 1930, o museu faz parte da Academia de Polícia, localizada hoje na Cidade Universitária. O acervo foi criado com a intenção de preservar a história da Polícia Civil e também como apoio à formação e ao aperfeiçoamento dos alunos da instituição.

Por dentro

Antes de estacionar, quem for de carro tem que passar por uma guarita e deixar nome, número da carteira de identidade e placa do veículo. O museu fica no segundo pavimento, algumas plaquinhas indicam o caminho. Na recepção, é necessário preencher um pequeno formulário e, a partir daí, caso você tenha mais de 16 anos, começa a visita.  Não é permitido entrar vestindo bermuda ou shorts nem levar alimentos ou bebidas. Fotografar e filmar também estão entre as proibições.

 


A primeira sala trata da história da Polícia Civil do Estado de São Paulo, com fotos antigas e nomes de oficiais. O destaque é uma antiga viatura, modelo Fusca, de 1963. Perto dali estão expostos objetos de falsificação e fotos de acidentes de trânsito e atropelamentos no início do século XX.


Outro espaço tem painéis explicativos sobre os diferentes tipos de drogas e alguns objetos usados para o tráfico.

Até aí, é tudo bem leve – salvo uma foto ou outra de crianças atropeladas entre as imagens de acidentes no trânsito. Em uma outra sala é possível conhecer um pouco mais sobre os grandes incêndios que aconteceram na cidade como o do Edifício Joelma, em 1974, que deixou mais de 170 mortos.


Francisco Costa Rocha, o Chico Picadinho: matou, estripou e esquartejou mulheres

O roteiro começa a ficar mais emocionante na sala de criminosos famosos. No hall das celebridades, Chico Picadinho, Maníaco do Parque, Bandido da Luz Vermelha etc. As fotos das cenas dos crimes impressionam. Uma das “relíquias” é a mala usada por José Pistone para colocar o corpo da esposa Maria Fea depois de asfixiá-la e esquartejá-la. O incidente ficou conhecido como Crime da Mala e aconteceu em 1928. Para livrar-se do corpo, Pistone despachou-o pelo porto de Santos com destino a Bordeaux, na França. A bagagem foi descoberta e apreendida. Hoje, uma boneca de cera ocupa o interior da mala para simular o crime.


Por falar em bonecos, o museu é cheio deles. Alguns ilustram o trabalho de policiais, outros a presença das vítimas de crimes hediondos. Cabeças, feitas de cera, são como o retrato falado dos delinquentes. Se as salas estiverem vazias... cuidado para não se assustar!


Depois do choque, dê um tempo entre as armas e utensílios usados por detentos em fugas. Você precisará estar refeito para a sala de medicina legal. Veja também objetos de cassinos, jogos de azar e arrombamentos de cofres.


Na sala de medicina legal.... um aviso na porta proíbe a entrada de menores de 16 anos e pessoas muito sensíveis emocionalmente. Esse tipo de medida é relativa, então reflita antes de dar o próximo passo, certo? Normalmente, cada um sabe de si. Uma vez  lá dentro, fotos exemplificam diferentes tipos de suicídios e homicídios. Há fetos e um corpo de bebê conservados em formol. Um painel mostra como funciona a necropsia.

Como ir

O museu está localizado logo na entrada da Cidade Universitária. É possível pegar um trem, linha Osasco - Grajaú, e parar na estação Cidade Universitária. Quem usa o metrô pode descer na estação VilaMadalena (linha verde) e pegar a Ponte Orca (van que faz interligação gratuita) até a estação de trem

> Mapa

Tempo médio de visita

No mínimo, uma hora.

   
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