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bares

Os melhores do ano

 

24.09.2008

 

O melhor boteco

Mercearia São Pedro

Mario Rodrigues

Marcos Benuthe atrás do pitoresco balcão: misto de botequim, mercearia, livraria e locadora de filmes

Um botequim de personalidade e história debuta no rol dos campeões. Foi no longínquo e marcante ano de 1968 que o paulistano Pedro Benuthe (1917-1996), filho de imigrantes sírios, abriu a Mercearia São Pedro. No começo, era uma vendinha de secos e molhados com ares interioranos. O ponto da Rua Rodésia, na Vila Madalena, só virou boteco mesmo em 1972. Inicialmente contra a mudança, o patriarca acabou convencido pelos filhos, Pedro e Marcos, hoje à frente da administração. Apesar do reduzido espaço interno, os dois irmãos mantiveram a mercearia (que oferece desde sabão em pó até groselha Milani) e ainda encontraram lugar para montar uma locadora de vídeo e uma livraria, cheias de títulos legais e tudo caoticamente organizado. O cenário é pitoresco. Nas prateleiras, obras de Nelson Rodrigues, Jorge Luis Borges e Gilberto Freire disputam espaço com as garrafas de bebida. Por todo esse astral, as mesas espalhadas na varanda atraem uma moçada intelectualizada. Os papos, claro, giram em torno de cinema, literatura, música... Enquanto arremata uma cervejinha (na verdade, várias), a clientela belisca de tremoço e amendoim japonês às receitas da família. Entre elas estão a carne de panela (R$ 16,00 a porção), preparada de segunda a quarta, e o saboroso sanduíche de pernil no pão francês (R$ 7,50), às quintas e sextas. Se quiser provar os pastéis "de feira" (carne, queijo, palmito e carne-seca; R$ 3,00 cada um), chegue cedo. De segunda a sexta, entre 19 e 21 horas, os garçons oferecem o petisco nas mesas – e não costuma sobrar nenhunzinho para contar história.

Rua Rodésia, 34, Vila Madalena, 3815-7200. 9h/1h (sáb. a partir das 10h; dom. 11h/18h). Cc.: todos. Cd.: M, R e V. Cr.: todos (até 17h). T.: todos (até 17h). Estac. na Rua Filinto de Almeida, 90 (R$ 3,00 a primeira hora).

 

A melhor carta de cervejas

Frangó

Mario Rodrigues

O garçom Everaldo José de Freitas: rótulos de todo canto do mundo

Para chegar, a partir da Avenida General Edgar Facó, à Freguesia do Ó, encara-se uma subida de 800 metros. Lá no alto, junto a uma pracinha com igreja, encontra-se o olimpo paulistano das cervejas. Hospedado há 21 anos num casarão do século XIX, o Frangó leva novamente o prêmio de a melhor carta de loirinhas, morenas e ruivas da cidade. Embora a oferta de endereços especializados na bebida tenha aumentando bastante nos últimos tempos, nenhum deles alcança o Frangó em número de rótulos. Atualmente, o bar dispõe de 250, entre nacionais e importados. Além disso, os proprietários Cassio Piccolo e Norberto D'Oliveira lançaram neste ano um novo e robusto menu. Tem vinte páginas, pesa 850 gramas e traz dicas e sugestões de degustação. Nele, as delícias fermentadas não são ordenadas por país, e sim por tipo. Entre as ales (pronuncia-se êils), ou seja, de alta fermentação, merecem destaque as douradas Piratt (R$ 28,30), da Bélgica, e Urthel Hop-It (R$ 49,00), holandesa oferecida numa garrafa de 750 mililitros com rolha. Das ales escuras, mire a belga Gulden Draak (R$ 29,60), aromática e de paladar encorpado. Também compõem o acervo etílico as trapistas (feitas por monges), caso da Westmalle Tripel (R$ 38,50), e as safradas, a exemplo da cara Cuvée van de Keizer 2000 (R$ 155,90; 750 mililitros), produzida só uma vez por ano, sempre no dia 24 de fevereiro. Com preços mais moderados, os rótulos de microcervejarias brasileiras marcam presença, como as famílias da catarinense Eisenbahn e das paulistas Baden Baden e Colorado. Antes de se entregar a essas perdições engarrafadas, abasteça-se com as famosas minicoxinhas de frango e catupiry (R$ 16,50 a porção).

Largo da Matriz de Nossa Senhora do Ó, 168, Freguesia do Ó, 3932-4818. 11h/0h (sex. e sáb. até 2h; dom. até 23h; fecha seg.). Cc.: todos. Cd.: M, R e V. Cr.: T e V. T.: todos. www.frangobar.com.br.

 

O melhor chope

Original

Fernando Moraes

A irresistível bebida: creme liso, uniforme e duradouro

Em linhas gerais, a qualidade do chope servido na cidade melhorou sensivelmente nos últimos anos. Cada vez mais as casas se empenham em oferecer essa bebida fresca, não pasteurizada e cujo prazo de validade do barril fechado é de apenas dez dias. Mesmo assim, encontram-se por aí muitas barbeiragens, como colarinhos minguados, sistemas de refrigeração ineficazes e copos que fazem longos passeios na bandeja antes de chegar à mesa. No Original, em Moema, nada disso ocorre. Heptacampeão da categoria – a quinta consecutiva – , o bar da Rua Graúna tem um padrão de excelência incomum nessa arte. Os cuidados começam longe dos olhos dos clientes. Tão logo são entregues, os barris seguem para uma câmara fria. Repousam ali, a 7 graus, por no mínimo 24 horas. Depois de engatado na chopeira, o líquido (Brahma, R$ 4,30) atravessa a serpentina, um pré-resfriador e uma caixa de gelo antes de alcançar a torneira. Aí, cabe ao tirador Silvano Caires a tarefa de cobri-lo com um creme liso, uniforme, duradouro e de milimétricos três dedos de altura. Neste ano, foi lançada uma versão maior: a caldeireta de meio litro (R$ 6,20), batizada de royal. E, acredite, nem assim o chope permanece por mais de alguns minutos na frente dos bons de copo.

Rua Graúna, 137, Moema, 5093-9486. 17h30/1h30 (qui. a sáb. até 2h30; sáb. a partir das 12h; dom. 12h/22h). Cc.: todos. Cd.: M, R e V. Estac. c/manobr. (R$ 10,00). www.baroriginal.com.br.

 

A melhor cozinha

Bar da Dona Onça

Fernando Moraes

Janaína Rueda finaliza o cuscuz: tradição paulista revisitada


A paulistana Janaína Rueda é casada há cinco anos com um dos melhores chefs da cidade – Jefferson Rueda, proprietário do restaurante italiano Pomodori e do recém-aberto La Tomate, de cardápio francês. Habituou-se, portanto, ao universo da gastronomia. Em abril, ao inaugurar com seus sócios Júlio César de Toledo Piza e Sissi Spitaletti o Bar da Dona Onça, ela não só escolheu um ponto especial – no térreo do edifício Copan, cartão-postal projetado por Oscar Niemeyer, no centro – como deu atenção aos vinhos e à cozinha. As sugestões boladas por Janaína e Jefferson revisitam clássicos de botequim e receitas tradicionais, sempre com um toque de refinamento e criatividade. Cortado para aperitivo, o filé à parmigiana (R$ 25,00) traz o queijo derretido no maçarico e, à parte, um molho de tomate levemente picante. Também para petiscar, o bife à rolê (R$ 20,00) é feito na panela de pressão e apresenta grande maciez. Da cozinha elevada, com vista para o pequeno e charmoso salão, saem ainda um saboroso cuscuz paulista ao molho de camarão (R$ 8,00 a fatia), fígado acebolado guarnecido de chips de jiló (R$ 19,00) e bolinho de espinafre assado, e não frito (R$ 18,00, seis unidades). Entre os pratos individuais, há rabada com polenta e agrião (R$ 34,00) e picadinho guarnecido de ovo e tartar de banana (R$ 32,00). Nas tardes de sábado, faz sucesso a feijoada. A cumbuca (R$ 34,00, individual; R$ 58,00 para dois) ganha a companhia de caldinho de feijão, torresmo, salada de couve, tartar de banana, abóbora e maxixe cozidos, arroz, laranja e costelinha de porco. Mas chegue cedo, pois são preparadas apenas cinqüenta porções.

Avenida Ipiranga, 200, lojas 27/29 (Edifício Copan), centro, 3257-2016, Metrô República. 11h30/23h (qui. a sáb. até 0h; fecha dom.). Cc.: todos. Cd.: M, R e V. Estac. no nº 120 (R$ 8,00 a primeira hora).

 

O melhor fim de noite

Genial

Mario Rodrigues

QG de boêmios: lotado até altas horas

Depois de montar os prósperos Filial e Genésio na Rua Fidalga, os irmãos Ricardo, Arnaldo, Helton e Ronen Altman, mais seu sócio fluminense Ricardo Freire, abriram em 2006 um terceiro boteco na Vila Madalena. O Genial, na Rua Girassol, reúne características de seus antecessores, como o piso quadriculado, as mesas com tampo de mármore e o cardápio escrito em lousas nas paredes. Herdou também um dos principais predicados dos dois mais velhos: a vocação boêmia. Assim, leva o título de o melhor fim de noite pelo segundo ano consecutivo. Sobretudo a partir da 1 da manhã, quando a maioria dos bares encerra as atividades, começa a chegar gente disposta a esticar a noitada ali. Entre rodadas de chope (Brahma), tirado com colarinho largo e cremoso, um público descolado enche de badalação a madrugada. Numa das paredes, é possível apreciar mais de 120 fotos emolduradas de Villa-Lobos, Garrincha, Salvador Dalí, Oscar Niemeyer, Carmen Miranda e outros "geniais". A cozinha não pára antes das 3h30, às sextas e aos sábados, e das 2h30, de domingo a quinta. Mesmo após esses horários, é possível fazer uma boquinha. Para a alegria dos notívagos, a casa oferece um cardápio especial até o último cliente. Inclui porções de frios e queijos, sanduíches e ótimos caldinhos, entre eles o de mandioquinha, camarão e gorgonzola (R$ 11,00).

Rua Girassol, 374, Vila Madalena, 3812-7442. 17h/3h30 (sex. até 4h30; sáb. e feriados 12h/4h30; dom. 12h/2h30). Cc.: todos. Cd.: M, R e V. Estac. c/manobr. (R$ 12,00).  

 

A melhor happy hour

Pandoro

Mario Rodrigues

A volta de um clássico: caju-amigo ao cair da tarde

Um dos símbolos da boemia paulistana, o Pandoro ficou fechado por quase dois anos e, felizmente, ressuscitou. O tradicionalíssimo endereço da Avenida Cidade Jardim, fundado em 1953, voltou à ativa em abril bem mais sofisticado. Suas instalações atuais lembram pouco o velho Pandoro. Ganhou dois salões extras, uma charmosa área ao ar livre arborizada, TVs de plasma, adega para 800 garrafas e hostess à porta. Uma coisa, porém, não mudou por lá: a vitalidade da happy hour. Próxima aos escritórios da Faria Lima, a casa fervilha a partir do cair da tarde. Se antes predominava uma atmosfera de clube do bolinha, o público atual está diversificado. Ao lado de cinqüentões e sessentões de terno e gravata, há também turmas jovens e casais. Para tornar a hora feliz ainda mais feliz, recorra ao coquetel caju-amigo (R$ 19,00), criado ali em 1955. Conhecedor da receita original, o barman Guilhermino Ribeiro dos Santos e sua equipe preparam em média 400 unidades por noite. Essa célebre combinação de vodca, suco de caju concentrado, compota de caju em calda, açúcar, gelo e um segredinho faz qualquer um esquecer o mico da hora do rush.

Avenida Cidade Jardim, 60, Jardim Europa, 3063-1621. 11h/0h (qua. a sáb. até 2h). Cc.: todos. Cd.: M, R e V. Estac. c/manobr. (R$ 12,00). www.pandorobar.com.br.

 

A melhor música ao vivo

Bourbon Street

Fernando Moraes

O cantor Tony Gordon no palco: seleta agenda de shows

No ano em que completa uma década e meia de funcionamento, o conhecido endereço de Moema retorna ao time dos campeões pela terceira vez. Em seu ambiente à moda de Nova Orleans, tudo respira música: do balcão do bar pontilhado pelas teclas brancas e pretas de um piano à chopeira em formato de saxofone. Na decoração aparecem também objetos doados por astros do primeiríssimo time que passaram por seu palco. Entre eles, há um paletó colorido de Ray Charles, uma gravata de John Pizzarelli, os óculos escuros da cantora Diane Schurr e a guitarra Lucille autografada pelo mito B.B. King. Nada disso, porém, justificaria o prêmio se a casa não mantivesse uma seleta agenda de shows, centrada em jazz, funk, soul, blues e r&b, mas não só isso. Em 2008, estiveram em ação por lá o lendário blueseiro inglês John Mayall, o cantor uruguaio Jorge Drexler, a diva Jane Birkin e, na série Terça por Elas, as cantoras Ana Cañas, Marina de la Riva, Mariana Aydar, Bruna Caram e Eugénia Melo e Castro. Além, claro, de muitos artistas de Nova Orleans. Para mergulhar no clima, prove o coquetel mint julep (R$ 13,80). Típico do sul dos Estados Unidos, combina em copo alto bourbon, hortelã, açúcar e club soda. Fique ligado: quando há atração internacional, o couvert artístico aumenta bastante.

Rua dos Chanés, 127, Moema, 5095-6100. 21h/último cliente (dom. a partir das 20h; fecha seg.). Cc.: todos. Cd.: M, R e V. Couvert art.: R$ 25,00 a R$ 45,00. Manobr. (R$ 10,00). www.bourbonstreet.com.br.

 

O melhor para ir a dois

Baretto

Fernando Moraes

Romance envolto em penumbra: grife Fasano na medida para casais

Endereço à altura da grife Fasano, o Baretto projetou-se como o mais elegante dos bares paulistanos. Eleito no ano passado pela música ao vivo, conquista agora, pela segunda vez, o título de o melhor para ir a dois. Aninhado no térreo do hotel do grupo, seu ambiente envolto na penumbra encanta pelos detalhes e convida a momentos especiais. Em primeiro lugar, carrega uma aura privê. Recebe apenas 64 clientes. Acomodados em sofás franceses de couro verde, com almofadas de chenile, os casais curtem um repertório ao vivo na medida para embalar os namoricos. Das 9 da noite às 3 da manhã, duas impecáveis formações instrumentais se exibem: o trio do pianista Moacyr Zwarg e o quarteto do também pianista Mario Edson. Eles se apresentam no mesmo nível das mesas, em tom intimista e sempre em volume equilibrado. De quarta a sábado, o grande crooner Dave Gordon e as cantoras Marcela Corano e Graziela Medori acompanham os músicos e soltam a voz em standards da canção americana, do jazz, do samba e da bossa nova. Os drinques maravilhosamente executados pelo barman Valter Bolinha amolecem ainda mais os corações apaixonados. Peça um manhattan (R$ 29,00) ou um cosmopolitan (R$ 26,00), erga um brinde e delicie-se com a noitada chique e fora de série.

Rua Vitório Fasano, 88 (Hotel Fasano), Jardim Paulista, 3896-4000. 18h/3h (sáb. e feriados a partir das 20h; fecha dom.). Cc.: todos. Cd.: M, R e V. Couvert art.: R$ 30,00 (a partir das 21h30). Estac. c/manobr. (R$ 15,00). www.fasano.com.br.

 

O melhor para paquerar

Boteco São Bento (Itaim)

Mario Rodrigues

Turmas só de garotas e outras só de rapazes: radar ligado no vaivém

Um dos principais focos de agito da Vila Madalena, o Boteco São Bento ganhou sua primeira filial, ainda mais grandiosa, no fim de 2007. Foi erguida numa área de 900 metros quadrados no coração do Itaim, na esquina da João Cachoeira com a Leopoldo Couto de Magalhães Júnior. Desde a inauguração, vive bombando de gente, com eterna espera para sentar. Todo esse clima de oba-oba, naturalmente, beneficia a paquera. Por isso, no salão de pé-direito altíssimo (de 5 metros) vêem-se poucos pares e muitas, muitas turmas. Umas só de garotas, outras só de rapazes, sempre de radar ligado no vaivém. Além disso, batidas de house e dance, disparadas por DJ, dão um astral ainda mais festivo ao pedaço. Para quebrar o gelo e encorajar os mais tímidos a arriscar uma abordagem, garçons entregam de mesa em mesa um chopinho (Sol, Heineken e Xingu) nos conformes, servido na tulipa. Se tudo der certo, saiba, existe uma área externa com duas jabuticabeiras e bem menos barulho na medida para acolher os novos casais.

Rua Leopoldo Couto de Magalhães Júnior, 474, Itaim Bibi, 3079-4389/3650. 12h/último cliente. Cc.: todos. Cd.: M, R e V. Cr.: todos (seg. a sex. até 15h). T.: T (seg. a sex. até 15h). Estac. c/manobr. (grátis seg. a sex. até 15h; R$ 14,00 nos demais horários). ; Rua Mourato Coelho, 1060, Vila Madalena, 3079-4389 e 3817-5296. 12h/último cliente (sáb. a partir das 14h). Cc.: todos. Cd.: M, R e V. Cr.: todos (seg. a sex. até 15h). T.: T (seg. a sex. até 15h). Estac. c/manobr. (grátis seg. a sex. até 15h; R$ 14,00 nos demais horários). www.botecosaobento.com.br.

 

Bar revelação

Dry

Fernando Moraes

Novato fervilhante: sucesso instantâneo e muito glamour madrugada adentro

A abertura da casa, no mês de março, foi um acontecimento na noite paulistana. Fazia tempo que não se falava tanto de um lugar. Nota-se isso pelos votos do júri. O Dry recebeu indicações nas categorias fim de noite, lugar para ver e ser visto, barman do ano e na estreante bar revelação, da qual se saiu vencedor. Instantaneamente e com muito glamour, tornou-se o novo point de boêmios chiques e do povo da moda. Difícil imaginar como cabe tanta badalação num espaço tão reduzido. Na esquina da Alameda Tietê com a Rua Padre João Manuel, seu ambiente de atmosfera cool comporta 100 pessoas. Quando bate a lotação, a porta fecha e só se entra quando alguém decide sair. No estiloso visual, bolado pelo arquiteto Bruno Guedes, sobressaem o teto forrado por 160 luminárias e a parede dos fundos, coberta por bolas de bilhar. Sempre a postos atrás do balcão, o barman Kascão eleva a eletricidade com seus poderosos e precisos dry martínis e variantes. Diz preparar cerca de 120 deles por dia. Para atrair a mulherada, criou uma versão menor, o baby martíni (R$ 17,00), servido numa tacinha de 50 mililitros. Tudo isso, aliado a uma contagiante trilha sonora ambiente, que vai de Frank Sinatra e Caetano Veloso a Amy Winehouse e R.E.M., embala as noitadas até as 4 da manhã.

Rua Padre João Manuel, 700, Jardim Paulista, 3729-6653. 18h/4h (sáb. a partir das 20h; fecha dom.). Cc.: todos. Cd.: M, R e V. Estac. c/manobr. (R$ 13,00).

 

O barman do ano

Souza (Veloso)

Mario Rodrigues

Deusdete Neres de Souza: perito em caipirinhas

Faz parte das atribuições de qualquer bom barman saber preparar os clássicos da coquetelaria internacional, como um dry martíni, um bloody mary e um manhattan, ou o que mais o cliente pedir. Muitas vezes, porém, o profissional acaba se especializando na execução de um determinado coquetel. De tanto repeti-lo, aprimora sua técnica e aumenta o índice de acertos. Vencedor da categoria pelo quarto ano consecutivo, o piauiense Deusdete Neres de Souza, 34 anos, é um deles. Souza tornou-se um perito em caipirinhas. Atrás do balcão do boteco Veloso, na Vila Mariana, onde trabalha desde a abertura, em 2005, ele arrebanha fiéis com suas combinações de destilados e frutas. Nas noites de maior movimento, nem tem tempo de pensar. Gasta menos de um minuto para montar cada caipirinha e, acredite, o resultado beira a perfeição. Não raro, chega ao fim do expediente com calos nas mãos. Entre as doze receitas, a de jabuticaba e a de frutas vermelhas lideram a preferência. Souza, porém, está sempre atrás de novas harmonias. A mistura de tangerina com pimenta dedo-de-moça, aromática e picante, e a de caju com limão ainda não entraram no cardápio, mas já caíram no gosto dos habitués.


 
 
 
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