Em trinta anos, uma praia desconhecida de Bertioga se transformou na Riviera de São Lourenço, fenônemo imobiliário onde o metro quadrado chega a custar 10.000 reais
Soluções para uma cicatriz urbana
| Divulgação |
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Construído há quase quatro décadas para facilitar o trânsito entre as zonas Leste e Oeste da capital, o Elevado Costa e Silva, mais conhecido como Minhocão, deixou o centro mais feio, barulhento e poluído. Por tudo isso, a construção, que recebe 70 000 veículos diariamente, é chamada de cicatriz urbana no recém-lançado livro Caminhos do Elevado – Memória e Projetos. Na obra, especialistas apresentam 46 projetos selecionados para o Prêmio Prestes Maia. Venceu a criação de José Alves e Juliana Corradini (foto), que propõe um isolamento da via com uma cobertura acústica sobre a qual seria construído um parque. Para os adeptos da teoria "ruim com ele, pior sem ele", uma boa notícia: nada disso tem previsão de sair do papel.
É só cenário de novela
| TV Globo/ Zé Paulo Cardeal |
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Nada de Aldeia da Serra, Granja Viana ou outro refúgio verde paulista. O belo rancho da família Fontini (foto), da novela A Favorita, fica a 40 minutos de Buenos Aires, no município argentino de Máximo Paz. Também não tem relação com a vida real a vila Triunfo, na qual se passa boa parte da trama. É apenas cidade cenográfica. Entre as locações verdadeiras do folhetim da Globo estão o Edifício Copan, onde mora o jornalista Zé Bob, vivido por Carmo Dalla Vecchia, e a USP, onde estuda Lara, personagem de Mariana Ximenes. No dia 16, a cidade se despede da telinha.
Farmácia, museu e teatro
| Dorival Elze |
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A sede de um boticário que funcionou até os anos 20 na Vila Maria Zélia, no Belenzinho, virou um museu de imagens e objetos históricos desta que é considerada a precursora das vilas operárias no país. "As primeiras casas dos trabalhadores da Companhia Nacional de Tecidos de Juta foram erguidas em 1911", conta Edélcio Pereira Pinto, o Dedé, um dos mais antigos entre os 450 moradores das 171 residências do condomínio. É ele quem recebe estudantes, arquitetos e visitantes como Dorival Elze, que clicou a cena acima para o livro Imagens de São Paulo, com ensaios de dez fotógrafos brasileiros. Desde 2003, a velha farmácia tem sido usada também como sala de espera para os espetáculos do Grupo XIX de Teatro, que encenou Hygiene, Hysteria e Arrufos no armazém desativado ao lado.
Memória paulistana
| Claude Lévi-Strauss |
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O antropólogo e filósofo francês Claude Lévi-Strauss clicou o Largo do Paissandu, no centro, durante o Carnaval de 1937. Capa de seu livro Saudades de São Paulo, de 1996, a imagem ilustra também o mês de janeiro no calendário de 2009 Fotógrafos Franceses em São Paulo na Metade do Século XX, da Imprensa Oficial, que traz ainda fotos dos mestres Pierre Verger, Marcel Gautherot e Jean Manzon. Lévi-Strauss viveu no Brasil entre 1935 e 1939, morou na Bela Vista e lecionou na Universidade de São Paulo. Completou 100 anos em Paris no dia 28 de novembro. O calendário celebra o Ano da França no Brasil e está à venda em livrarias.
Viveiro octogenário
| Pedro Henrique da Cunha |
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Begônias, hibiscos, malvaviscos, gerânios e hortênsias. Todos os meses saem do Viveiro Manequinho Lopes, no Parque do Ibirapuera, mais de 70 000 mudas para abastecer órgãos municipais. Instalado em 1928 pelo prefeito Pires do Rio, o mais conhecido e antigo dos três viveiros públicos em funcionamento acaba de completar oito décadas. Seu nome é uma homenagem ao entomologista Manoel Lopes de Oliveira Filho, ex-diretor da Divisão de Matas, Parques e Jardins da cidade. Manequinho foi o responsável pela drenagem da região, antes pantanosa, com o plantio de eucaliptos. A foto mostra uma das dez estufas do complexo, aberto para visitação (
3887-6761).
Com reportagem de Filipe Vilicic, Giovana Romani e Giuliana Bergamo
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