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09

23

2009








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Os melhores

 

Por Fabio Wright

| 23.09.2009

 

O MELHOR BOTECO

São Cristovão

Mario Rodrigues
Inspiração futebolística: paredes forradas por fotos históricas relacionadas ao mundo da bola

Quando a casa foi aberta, em 2000, não havia nenhum dos outros oito bares que hoje fazem desse quarteirão da Rua Aspicuelta (entre a Mourato Coelho e a Fradique Coutinho) o mais efervescente da Vila Madalena. Apesar de toda a muvuca à volta, o São Cristovão conseguiu manter a identidade de botequim com público descolado. Por isso, leva pela primeira vez o título da categoria. Um dos trunfos é a fascinante temática. O proprietário da casa, o goiano Leonardo Silva Prado, marcou um golaço ao forrar as paredes com mais de 3 500 itens relacionados ao futebol. São fotos históricas, flâmulas, escudos e caricaturas, parte deles presente de clientes. Num dos registros, Garrincha põe a Taça Jules Rimet no colo; noutro, o atacante Almir, o Pernambuquinho – que Nelson Rodrigues chamava de "Divino Delinquente" –, briga na final do campeonato carioca de 1966, quando o Flamengo perdia por 3 a 0 para o Bangu. Tente encontrar também o célebre gol de mão de Maradona na Copa de 1986. Essas imagens, claro, dão pano para mangas em muitas discussões futebolísticas. Para fazer tabelinha com o caprichado chope (Brahma, R$ 4,20), o cardápio reúne sugestões como caldinho de feijão-carioca (R$ 7,00), alheira (R$ 17,00), bacalhau desfiado com feijão-fradinho (o mesmo preço) e o filé à oswaldo aranha (coberto com alho frito; R$ 45,00). Desde maio, o horário de funcionamento da cozinha foi esticado até as 3h30 da manhã. Nas tardes de sábado rola feijoada na cumbuca (R$ 54,00, para dois); aos domingos, roda de samba; e às segundas, jazz ao vivo.

Rua Aspicuelta, 533, Vila Madalena, 3097-9904. 12h/último cliente. Cc.: todos. Cd.: todos. Cr.: todos. Couvert art.: R$ 10,00 (dom. a partir das 17h30) e R$ 12,00 a R$ 14,00 (seg. a partir das 21h30). Estac. na Rua Fradique Coutinho, 1134 (R$ 10,00).

 

 

A MELHOR CARTA DE CERVEJAS

Melograno

Fernando Moraes
Invejável acervo de loirinhas, morenas e ruivas: mais de 150 rótulos de dezesseis países

A eleição mais acirrada deste ano entre os bares foi na categoria melhor carta de cervejas. Por apenas um voto (5 a 4), o novato Melograno conseguiu bater o célebre Frangó. Entre os sócios da casa campeã, aberta no fim de 2008, encontra-se um especialista no assunto. Dono há três anos de um blog voltado para o tema, o paulistano Eduardo Passarelli assina a didática carta de treze páginas, na qual constam cerca de 150 rótulos de dezesseis países. Um dos diferenciais é a organização do menu. Pode-se consultar tanto por país de origem como por tipo (ale, lager, lambic) e subtipo (weiss, tripel, pilsen, stout, bock), com o acréscimo de uma pequena explicação sobre cada um deles. Fica-se sabendo, por exemplo, que a saborosa holandesa Urthel Hop-It (R$ 59,00) pertence à família das strong ale, categoria que engloba cervejas de alta fermentação mais encorpadas e alcoólicas. Outras estrelas do acervo etílico são a pilsen checa 1795 (R$ 19,50), as belgas Kwak (R$ 31,00) e Orval (R$ 41,00) e a inglesa Meantime Pale Ale (R$ 26,00), uma novidade. Para escoltar essas delícias fermentadas, há boas sugestões preparadas em forno a lenha, caso dos panini e da tenra cebola entremeada por quatro queijos derretidos (R$ 15,00).

Rua Aspicuelta, 436, Vila Madalena, 3031-2921. 18h/0h (sex. 12h/15h e 18h/1h; sáb. 12h/16h e 18h/1h; dom. 12h/22h; fecha seg.). Cc.: todos. Cd.: todos. Estac. c/manobr. (R$ 14,00). www.melograno.com.br.

 

 

O MELHOR CHOPE

Original

Fernando Moraes
Caldeiretas irresistíveis: líquido coroado por farto e espesso creme

É raro ver alguém bebericando uma caipirinha, uma taça de vinho ou uma dose de uísque. Quem vai ao Original dificilmente consegue resistir ao magnífico chope. Aberta em 1996 e ponta de lança da onda de botecos chiques que tomou a cidade, a casa tornou-se um templo paulistano da bebida. Pela oitava vez (a sexta consecutiva), vence a concorrência. Para alcançar tal excelência, uma série de procedimentos é seguida à risca. Os funcionários, por exemplo, são orientados a balançar o mínimo possível os barris ao levá-los até a câmara fria. A bebida descansa ali por pelo menos 24 horas antes de ser engatada nas duas máquinas quarentonas – uma delas herança do Joan Sehn, a choperia decana da cidade. Aí, entra em ação o tirador Silvano Caires. Primeiro, ele extrai o líquido, que passa por um pré-resfriador e uma caixa de gelo no trajeto até a torneira. Com uma espátula, retira a espuma residual com bolhas e, em seguida, dá o acabamento. Do outro bico, calibrado com mais pressão, preenche a caldeireta com um sublime, largo e espesso creme. Todo esse esforço dá resultado. Segundo os proprietários, em treze anos de funcionamento já foram consumidos ali mais de 6 milhões de copos de chope (Brahma, R$ 4,70).

Rua Graúna, 137, Moema, 5093-9486. 17h30/2h (qui. e sex. até 3h; sáb. e feriados a partir das 12h; dom. 12h/22h). Cc.: todos. Cd.: todos. Estac. c/manobr. (R$ 10,00). www.baroriginal.com.br.

 

 

A MELHOR COZINHA

Adega Santiago

Mario Rodrigues
Polvo à  tasquinha: molusco ultramacio regado com azeite e guarnecido de batata ao murro e cebola refogada

A partir de um feliz encontro de receitas típicas de Portugal e da Espanha, a Adega Santiago tornou-se um pródigo endereço para beber, petiscar, almoçar ou jantar. Por sua qualificada cozinha, esse híbrido de bar e restaurante leva pela primeira vez o prêmio da categoria. Inaugurada em 2006, a casa pertence ao mesmo dono do boteco lusitano Espírito Santo, no Itaim. Tentadoras sugestões ibéricas atraem um público adulto para o charmoso salão decorado com muita madeira, tijolinhos aparentes e uma bela adega envidraçada para 1 800 garrafas. As influências da terrinha aparecem em delícias como a cremosa alheira frita (R$ 28,00) e o ultramacio polvo à tasquinha (regado por azeite e guarnecido de batata ao murro e cebola refogada; R$ 57,00). Pelo lado hispânico comparecem o presunto pata negra (R$ 58,00 cada 100 gramas) e as gambas al ajillo (camarão ao azeite, alho e pimenta-vermelha; R$ 45,00). Não deixe de provar o cremoso croquete de pato (R$ 21,00). Depois, desfrute da paella de frutos do mar (R$ 55,00 a individual), do úmido arroz de pato (R$ 49,00) ou de uma das sete receitas de bacalhau. A seção etílica também agrada. Inclui a refrescante sangria em jarra de 1 litro (R$ 57,00), chope bem tirado (Brahma, R$ 5,50) e 180 rótulos de vinho, a exemplo do tinto espanhol Faustino VII safra 2007 (R$ 62,00).

Rua Sampaio Vidal, 1072, Jardim Paulistano, 3081-5211. 12h/15h e 18h/0h (sex. e sáb. até 0h30; sáb. e dom. sem intervalo a partir das 12h30; dom. e seg. até 23h). Cc.: todos. Cd.: todos. Cr.: T e V (só no almoço de seg. a sex.). Estac. c/manobr. (R$ 5,00 no almoço de seg. a sex.; R$ 10,00 nos demais horários).

www.adegasantiago.com.br.

 

A MELHOR FEIJOADA

Veloso

Fernando Moraes

A cumbuca e os acompanhamentos: clientela faz fila na porta antes mesmo de a casa abrir

Aos sábados, antes mesmo de a casa abrir, já tem gente aglomerada na calçada. Quando as portas sobem, às 12h45, os clientes chegam a correr para assegurar uma das catorze mesas disponíveis. Pitoresca, a cena se repete toda semana na concorrida feijoada do Veloso. Depois disso, a espera para sentar raramente é inferior a uma hora. Conhecido pelas coxinhas com catupiry e pelas sensacionais caipirinhas do barman Souza, o boteco da Vila Mariana também ganhou projeção pelo prato-símbolo da culinária brasileira. Por semana são preparadas cinquenta cumbucas (R$ 29,00, individual; R$ 42,00, para dois), que às vezes terminam antes mesmo das 4 da tarde. Inicia-se o preparo na quarta, com a dessalga das carnes e dos embutidos, comprados no Mercado Municipal. A receita, de um dos cozinheiros do bar, leva cachaça, alho-poró, salsão e diversos temperos. Rico em sabor, o substancioso cozido tem bom equilíbrio entre feijão-preto e pertences – paio, linguiça calabresa, lombo, carne-seca, pé, rabo e costelinha. Destacam-se ainda as guarnições: arroz, bisteca suína grelhada, torresmo, laranja, farofa com tirinhas de cebola frita, molho de pimenta mais uma úmida couve refogada – entregue no mesmo dia, para garantir o frescor. Acompanhamento perfeito são as caipirinhas, entre elas a de caju com limão, a de jabuticaba e a de tangerina com pimenta dedo-de-moça.

Rua Conceição Veloso, 56, Vila Mariana, 5572-0254, Metrô Ana Rosa. 17h30/0h30 (sáb. a partir das 12h45; dom. 16h/23h; fecha seg.). Cc.: todos. Cd.: todos.

 

A MELHOR HAPPY HOUR

São Pedro São Paulo

Fernando Moraes

Charmosa esquina do Itaim: destino certo ao cair da tarde

Estabelecido desde 1999 numa esquina do Itaim, o São Pedro São Paulo figurou nos últimos quatro anos entre os indicados na categoria melhor happy hour. Depois de tanto bater na trave, finalmente debuta no rol dos campeões. Dona de uma ambientação charmosa e nostálgica, a casa empresta o nome de uma antiga confeitaria que existiu na região portuária de Santos. Veio de lá também o belo armário de imbuia maciça usado para armazenar muitas e muitas garrafas. Ao cair da tarde, um público formado por profissionais da região, casais de meia-idade, jovens executivas e grupos de amigos cinquentões e sessentões prefere trocar a hora do rush por uma bebidinha. Apreciadores de scotch, malte e bourbon podem se deleitar ali com a mais completa carta de uísques da cidade. Reúne cerca de setenta rótulos, a exemplo dos néctares escoceses The Famous Grouse Reserve 12 anos (R$ 21,00 a dose) e Glenmorangie (R$ 35,00). Copos de chope (Kaiser e Xingu), vinhos (dezoito opções) e coquetéis benfeitos são outros pretextos etílicos para adiar a volta ao lar. Para petiscar, há cremosos croquetes de cordeiro (R$ 24,00 a porção), uma novidade do menu.

Rua Doutor Renato Paes de Barros, 127, Itaim Bibi, 3079-4028. 12h/2h. Cc.: todos. Cd.: todos. Cr.: S, SP e T (seg. a sex. até 15h). www.saopedrosaopaulo.com.br.

 

A MELHOR MÚSICA AO VIVO

Ó do Borogodó

Fernando Moraes

Boteco embalado por samba e chorinho: clima da Lapa carioca

Os banheiros são precários, o espaço é apertado e há apenas um caixa para pagar o cartão de consumo. Nada disso abala o clima alto-astral do Ó do Borogodó, que estreia no time dos campeões. Na ativa desde 1996, pode ser considerado uma encarnação da Lapa carioca em São Paulo. Lembra em muitos aspectos certos botequins daquele pedaço boêmio do Rio de Janeiro – do público de jeitão desencanado ao ambiente sem frescura, passando pela programação ao vivo centrada sobretudo em samba e chorinho de qualidade. Como não há palco, os músicos espremem-se num canto do salão. Craques no cavaquinho, no pandeiro e no tamborim, entre outros instrumentistas, alegram a eclética clientela, que inclui também senhores de chapéu de bamba, garotões de boné e gringos. As cantoras Dona Inah, Karina Ninni, Juliana Amaral e Fabiana Cozza têm presença assídua na agenda. No repertório aparecem composições de Cartola, Zé Kéti, Aldir Blanc, Elton Medeiros, Paulinho da Viola, Noel Rosa, Dorival Caymmi, Chico Buarque... Hectolitros de cerveja (Original e Serramalte, R$ 6,00; Itaipava, R$ 5,50) embalam a noitada até as 3 da manhã. Depois de alguns copos, os casais dão um jeito de arrumar um espacinho para dançar no meio da muvuca.

Rua Horácio Lane, 21, Pinheiros, 3814-4087. 21h/3h (sáb. 13h/20h e 21h/3h; dom. 19h/0h). Couvert art.: R$ 10,00 a R$ 20,00. Estac. c/manobr. (R$ 13,00).

 

 

O MELHOR PARA IR A DOIS

Baretto

Mario Rodrigues

Atmosfera chique, iluminação baixa e música ao vivo de primeira: convidativo aos casais

Nenhum outro bar paulistano alia elegância e romantismo com tanta propriedade. Vem daí o terceiro prêmio para o Baretto na categoria melhor para ir a dois. O endereço da grife Fasano, aninhado no térreo do hotel do grupo, tem atmosfera capaz de amolecer qualquer coração. Num ambiente intimista e de iluminação delicada, os pombinhos podem se acomodar bem perto um do outro em sofás franceses de couro verde. Mais detalhes conferem uma aura especial para a noite. Entre eles, o atendimento, feito por garçons alinhados em smokings impecáveis. Também reforça a carga de romance a esplêndida música ao vivo, em volume que não atravessa as conversas. Das 9 da noite às 3 da manhã, duas competentes formações instrumentais se exibem: o trio do pianista Moacyr Zwarg e o quarteto do também pianista Mario Edson. De segunda a sábado, o tarimbado crooner Dave Gordon e as cantoras Alisa Sanders e Lorena Lobato acompanham os músicos e interpretam standards do jazz, da canção americana e da bossa nova. Para tornar o programa ainda mais agradável, delicie-se com os drinques nota 10 do barman Valter "Bolinha", a exemplo do cosmopolitan (R$ 26,00) e do dry martini (R$ 29,00).

Rua Vitório Fasano, 88 (Hotel Fasano), Jardim Paulista, 3896-4000. 19h/3h (sáb. e feriados. a partir das 20h; fecha dom.). Cc.: todos. Cd.: todos. Couvert art.: R$ 36,00 (a partir das 21h30). Estac. c/manobr. (R$ 15,00). (R$ 20,00 por duas horas). www.fasano.com.br.

 

PARA PAQUERAR O MELHOR

Sonique

Fernando Moraes

Ambiente moderninho e muitos flertes: endereço-sensação no Baixo Augusta

Um dos acontecimentos da temporada foi a explosão de endereços na região do Baixo Augusta – o revitalizado trecho da Rua Augusta que leva ao centro. Criado para ser um esquenta para a balada, o Sonique tornou-se sensação no pedaço. Em praticamente todas as noites tem atraído muita gente ao seu vistoso ambiente, projetado pelo badalado escritório de arquitetura Tryptique. Atração à parte, a decoração inclui um geométrico teto de neon e paredes de bloco de concreto com 6 metros de altura. As acomodações em sofás e pufes e as batidas eletrônicas disparadas por DJ dão um clima de festa ao lugar. Como é grande a concentração de gente descompromissada, a paquera, claro, rola solta. Instale-se no balcão, o melhor ponto para monitorar o vaivém, trocar olhares e estudar uma possível investida. Martínis preparados pelo barman Basseto, como o lemongrass (gim, capim-limão, suco de maçã e calda de gengibre; R$ 16,00), ajudam a deixar o pessoal mais saidinho. Cada noite tem uma cara. Às terças, concentra gente moderninha; às quartas, os gays; às quintas, uma moçada playba. Nas sextas e nos sábados, misturam-se todos. Caso você se dê bem e queira esticar, o bar dispõe de flyers e até convites vip para algumas casas parceiras. Letreiros eletrônicos espalhados pelo salão informam a programação da noite nos principais clubes da cidade.

Rua Bela Cintra, 461, Consolação, 2628-8707. 20h/3h (fecha dom. e seg.). Cc.: D, M e V. Cd.: todos. Mulheres: R$ 30,00 (qua.). Homens: R$ 30,00 (qua.) e R$ 40,00 (qui. a sáb.). Estac. c/manobr. (R$ 20,00). www.soniquebar.com.br

 

BAR REVELAÇÃO

SubAstor

Fernando Moraes

Badalação subterrânea: inspirado nos bares clandestinos da época da Lei Seca americana

O sujeito está tomando um chope no Astor quando vê uma turma de garotas bem-arrumadas atravessar o salão, descer as escadas rumo ao banheiro e "desaparecer". Imagina, claro, que já bebeu demais. Mal sabe ele que o subsolo da casa foi transformado num dos endereços mais comentados do momento. Desde junho, abriga o SubAstor, eleito pelo júri o bar revelação da temporada. Propositadamente escondido, é inspirado nos speakeasies, os bares clandestinos da época da Lei Seca americana. Na fachada do Astor, a única referência ao lugar fica por conta de uma seta apontando para baixo. Um mix de predicados lhe dá colorido especial. Entre eles, a ambientação de atmosfera cool – com cortinas de veludo, poltronas de couro e iluminação amena – e a descolada trilha sonora, que perfila de Rolling Stones e Talking Heads a Joss Stone e Nina Simone. Além disso, dispõe de uma das melhores cartas de coquetéis da cidade, com 43 receitas. Clássicos internacionais, martínis moderninhos e invencionices como o sub (suco de tomate temperado e servido com bolinhas gelatinosas, chamadas de caviares, de gim e vodca; R$ 25,00) ajudam a elevar a eletricidade. Duas pedidas certeiras: o vigoroso martinez (R$ 21,00), mix de gim, vermute tinto, licor de cereja e bitter de laranja, e a suave infusão de folhas do chá Earl Grey em gim, suco de limão-siciliano e xarope de açúcar (R$ 21,00). Barman do ano, Pereira e seus ajudantes comandam o belo balcão de dez lugares. De quarta a sábado, a espera para entrar é praticamente certa. Mas o SubAstor fecha tarde – nunca antes das 3 da manhã.

 Rua Delfina, 163 (entrada pelo Astor), Vila Madalena, 3815-1364. 20h/3h (sex. e sáb. até 4h; fecha dom.). Cc.: todos. Cd.: todos. Estac. c/manobr. (R$ 14,00).

 

 

O BARMAN DO ANO

Pereira (Astor e SubAstor)

Fernando Moraes

Pereira entre as taças de martíni: um craque dos coquetéis à frente do balcão do Astor e do SubAstor

Por influência de um primo, o cearense Lucivaldo Pereira da Silva conseguiu seu primeiro emprego ao chegar a São Paulo, aos 18 anos, em 1981. Tornou-se ajudante de garçom em um restaurante francês, mas seu interesse mesmo era o balcão do bar. Não demorou para o jovem decidir fazer o curso da Associação Brasileira de Barmen (ABB) e decolar na profissão. Pereira, como é conhecido, passou pelos extintos Roma Jardins e Flag, além do Bar des Arts e de O Leopolldo. Em seguida, foi convocado para engrossar a equipe do Astor, casa na qual trabalha desde a inauguração, em 2001. Apesar de o chope dominar as atenções ali, seu dry martini, seu bloody mary e seus outros drinques clássicos conquistaram a clientela. Neste ano, encarou o grande desafio de chefiar o balcão do SubAstor (dentro do Astor), bar revelação da temporada e com cardápio focado em coquetéis. Diariamente, Pereira executa uma porção deles, a exemplo do leve e curioso cucumber (vodca e purê de pepino; R$ 17,00) e do white lady (R$ 21,00), refrescante combinação de gim, suco de limão-siciliano, xarope de açúcar e clara de ovo. Sempre de paletó e gravata, o profissional de 46 anos coleciona histórias engraçadas, entre elas a de clientes que, já alegrinhos, pagam a conta, esquecem e insistem em pagar de novo. Quer saber outras? Acomode-se no balcão e puxe papo com esse simpático barman de voz mansa.

 

A MELHOR ÁREA AO AR LIVRE

Skye

Mario Rodrigues

No topo do Unique: agitação à beira da piscina e magnífica vista panorâmica da cidade

Naquelas noites quentes e claras, em que é até possível ver estrelas no céu, não há nada mais agradável do que jantar, petiscar ou beber de papo para a lua. Num prêmio especial deste ano, VEJA SÃO PAULO decidiu eleger a melhor área ao ar livre da cidade, numa escolha da qual participaram os jurados de restaurantes, bares e comidinhas. Sagrou-se vencedor o Skye, localizado na cobertura do Hotel Unique. Anexo ao restaurante de mesmo nome, o bar espicha-se por um delicioso deque de madeira, com 27 metros de extensão e todo envidraçado. Beberica-se à beira da piscina, acomodado em pufes gigantes ou em espreguiçadeiras protegidas por guarda-sóis. Pela lei, a área externa pode receber fumantes. De quebra, o público de naipe mauricinho contempla dali uma deslumbrante vista panorâmica da metrópole. Compõem o skyline o Parque do Ibirapuera, a cordilheira de edifícios dos Jardins e as iluminadas antenas da Avenida Paulista. O som ambiente, aos cuidados de um DJ, garante o clima festivo. No cardápio encontram-se de chope (Brahma, R$ 8,00) a coquetéis moderninhos, como o blow (R$ 22,00), que leva licor de laranja, maracujá, limão-taiti, xarope de flor de laranjeira e manjericão.

Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 4700 (Hotel Unique), Jardim Paulista, 3055-4702/4700. 12h/15h e 18h/1h (sex. e sáb. até 2h; sáb. e dom. almoço até 16h). Cc.: todos. Cd.: todos. Estac. c/manobr. (R$ 16,00 por cinco horas). (R$ 20,00 por uma hora). www.skye.com.br.



 
 
 
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