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2009






Hélices na mira

A cidade tenta mais uma vez disciplinar o tráfego de helicópteros



 

Roteiro da Semana

Exposições

Em cartaz

 

Por Jonas Lopes

04.11.2009

 

ARTE COLOMBIANA: 1948-1965.  Galeria de Arte do Sesi. Avenida Paulista, 1313, tel: 3146-7384, E Trianon-Masp. Segunda, 11h às 20h; terça a sábado, 10h às 20h; domingo e feriados, 10h às 19h. Grátis. Até 25 de janeiro de 2010.

AUGUSTE RODIN. Depois de passar por Belo Horizonte, Do Ateliê ao Museu traz à cidade 22 esculturas de bronze e de mármore do escultor francês (1840-1917), todas pertencentes ao acervo do Museu Rodin, de Paris. Uma particularidade da exposição são as 193 fotografias — feitas entre 1880 e 1910 por profissionais e amadores contratados pelo próprio Rodin — que registram o dia a dia de seu estúdio. Alguns dos trabalhos, a exemplo dos bronzes As Três Sombras e A Eterna Primavera, são expostos fora de Paris pela primeira vez. Masp. Avenida Paulista, 1578, tel: 3251-5644, E Trianon-Masp. Terça, quarta e sexta a domingo e feriados, 11h às 18h; quinta, 11h às 20h. R$ 15,00. Cc: D, M e V. Cd: todos. A bilheteria fecha uma hora antes. Grátis às terças para todos os visitantes; nos demais dias, grátis apenas para menores de 10 anos, pessoas com mais de 60 e grupos de estudantes de escolas públicas agendados. Até 13 de dezembro. Fecha excepcionalmente na segunda (2).

UMA AVENTURA MODERNA — COLEÇÃO DE ARTE RENAULT. Entre 1965 e 1987, a montadora francesa manteve um programa de mecenato que resultou em um acervo de mais de 300 obras. Parte dessa coleção é reunida no Brasil. No total, são 96 trabalhos, de dezoito artistas. Vale aproveitar a oportunidade de conhecer nomes pouco exibidos por aqui. Caso do francês Arman (1928-2005): ele junta em suas telas peças de carros, detritos, papéis e objetos como tomadas em um resultado inusitado. Outra curiosidade é Dominique Thiolat, nascido também na França e adepto de um abstracionismo de delicada variação de cores. Dos mais famosos, marcam presença o espanhol Joan Miró (com o desenho Mulher Pássaro, de 1979), o húngaro Victor Vasarely, um dos fundadores da oart, e o francês Jean Dubuffet — homenageado com uma sala inteira. MAC-Ibirapuera. Pavilhão da Bienal, 3º andar, Parque do Ibirapuera, portão 3, tel: 5573-9932. Terça a domingo, 10h às 19h. Grátis. Até 15 de dezembro.

O CUBISMO E SEUS ENTORNOS NAS COLEÇÕES DA TELEFÔNICA. Poucas correntes artísticas exploraram tão bem a condição do homem moderno quanto o cubismo. Trata-se de um estilo que capta a fragmentação do indivíduo, tema essencial de nosso tempo. Uma coletiva com 35 obras do acervo da Telefônica reafirma a importância do gênero. Entre as pinturas e fotografias expostas, sobressaem onze trabalhos do espanhol Juan Gris (1887-1927), que ao lado de Pablo Picasso e Georges Braque compôs a trindade cubista. O curador Eugenio Carmona teve a boa ideia de organizar a mostra relacionando a produção de Gris à de artistas da América Latina nas três salas do fundo da Pinacoteca. Entre os influenciados aparecem o argentino Emilio Pettoruti e o brasileiro Vicente do Rego Monteiro, infelizmente menos lembrado hoje que seus colegas do modernismo. Pinacoteca do Estado. Praça da Luz, 2, tel: 3324-1000, E Luz. Terça a domingo e feriados, 10h às 18h. R$ 6,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Grátis aos sábados. Até segunda (2), data em que o museu fica aberto até as 20h.

HENRI MATISSE. Valeu a espera pela primeira individual brasileira do francês Henri Matisse (1869-1954), um dos mais importantes nomes da arte no século XX. Mesmo sem as emblemáticas A Dança e A Alegria de Viver, a “microspectiva” (definição da curadora Emilie Ovaere) Matisse Hoje reúne um conjunto magnífico de 93 trabalhos, divididos em pinturas, esculturas, gravuras, colagens e documentos pessoais. Telas como Natureza-Morta com Magnólia (1944) e Odalisca com Calça Vermelha (1921) deixam clara a obsessão do mestre em criar harmonia entre cor e luz, preocupação notável desde o início ainda marcado pelo impressionismo, passando pelo célebre período fauvista até chegar aos divertidos papéis recortados produzidos no fim da vida. As únicas ressalvas ficam para alguns textos pouco legíveis na parede e, infelizmente, para os cinco franceses contemporâneos exibidos paralelamente, que não mantêm o nível de qualidade do gênio. Pinacoteca do Estado. Praça da Luz, 2, tel: 3324-1000, E Luz. Terça a domingo e feriados, 10h às 17h. R$ 6,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Grátis aos sábados. Até segunda (2), data em que o museu fica aberto até as 20h.

MARCIA DE MORAES.
Paulista de São Carlos, Marcia exibe seis desenhos de grandes dimensões, realizados com grafite e lápis de cor sobre papel. Também em cartaz no mesmo espaço: Brasil Arquitetura (fotografias, plantas e maquetes); Fábio Miguez (instalação); Emmanuel Nassar (instalação); Ana Prata (pinturas). Centro Universitário Maria Antônia. Rua Maria Antônia, 294, Vila Buarque, tel: 3255-5538. Terça a sexta, 12h às 21h; sábado, domingo e feriados, 10h às 18h. Grátis. Até 17 de janeiro de 2010.

OSGEMEOS. Após levar multidões à sua primeira individual na cidade, na Galeria Fortes Vilaça, em 2006, a dupla paulistana está de volta a sua terra natal. Vertigem, mostra que já passou por Rio de Janeiro e Curitiba, reúne cerca de sessenta trabalhos, entre pinturas, esculturas, instalações interativas e um painel de 38 metros. Museu de Arte Brasileira — Faap. Rua Alagoas, 903, Higienópolis, tel: 3662-7198. Terça a sexta, 10h às 20h; sábado, domingo e feriados, 10h às 17h. Grátis. Até 13 de dezembro. Fecha excepcionalmente na segunda (2).

PANORAMA DA ARTE BRASILEIRA. Em sua 31ª edição, a tradicional coletiva realizada a cada dois anos pelo MAM criou polêmica antes mesmo de começar. Tudo porque, apesar do título, o curador Adriano Pedrosa resolveu selecionar apenas uma brasileira entre os 29 artistas — a mineira Tamar Guimarães, radicada na Dinamarca. Sob o título Mamõyguara opá Mamõ Pupé (“estrangeiros em qualquer lugar”, em tupi antigo), a mostra questiona conceitos de nacionalidade ao trazer nomes que dialogam com a nossa cultura. De fato, há algumas homenagens curiosas, a exemplo das esculturas da dupla formada pela americana Jennifer Allora e pelo cubano Guillermo Calzadilla, semelhantes às do concretista Frans Weissmann. No entanto, a maioria dos trabalhos reforça a superficialidade da abordagem central da exposição. É o caso das pinturas do venezuelano Juan Araujo, retratos banais de pontos importantes de São Paulo, ou dos óleos da espanhola Sandra Gamarra, reproduções exatas de trabalhos de Vik Muniz, Adriana Varejão e Iran do Espírito do Santo. Toda discussão só serve para mascarar a maior falha da coletiva: a ausência de obras realmente marcantes, sejam elas estrangeiras ou brasileiras. MAM. Parque do Ibirapuera, portão 3, tel: 5085-1300. Terça a domingo e feriados, 10h às 18h. R$ 5,50. Grátis aos domingos para todos os visitantes; nos demais dias, apenas para menores de 10 anos e pessoas com mais de 65. Até 20 de dezembro. Fecha excepcionalmente na segunda (2).

VIRADA RUSSA.
Parte do valioso acervo do Museu Russo de São Petersburgo, centrada nos vanguardistas da virada do século XIpara o XX, está reunida na cidade, em um total de 123 obras. Apesar de toda a repressão política do regime comunista, aquela geração nos legou uma produção brilhante. Entre os gênios contemplados pela coletiva estão Wassily Kandinsky (1866-1944), um dos precursores do abstracionismo, Marc Chagall, presente com a onírica Passeio (1917), e Pavel Filónov, autor de poderosas telas de inflexão cubista, caso de A Guerra Alemã (1914-1915). Mas é Kasimir Malevich (1878-1935) o principal homenageado de Virada Russa. Ele é relembrado com trabalhos da série Suprematista, figurinos de peças de teatro, maquetes de gesso e o polêmico trio de óleos Círculo Negro, Quadrado Negro e Cruz Negra, todos de 1923, entre outras peças. Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Álvares Penteado, 112, centro, tel: 3113-3651, E Sé. Terça a domingo e feriados, 10h às 20h. Grátis. Estac. com serviço de van na Rua da Consolação, 228 (R$ 10,00 por cinco horas, de ter. a dom.). Até dia 15. Fecha excepcionalmente na segunda (2).


 
 

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